Parques temáticos e streaming dão ‘magia extra’ aos lucros da Disney

A Disney fechou o trimestre com uma subida homóloga de 5% das receitas à boleia de um recorde de 10 mil milhões dos parques temáticos e por um salto de 72% do lucro operacional da Disney+ e Hulu.

ECO Fast
  • A Walt Disney superou as expectativas do mercado no primeiro trimestre fiscal de 2026, com receitas de 26 mil milhões de dólares impulsionadas pelos parques temáticos e streaming.
  • Os parques temáticos geraram receitas recorde de 10 mil milhões de dólares, enquanto as plataformas Disney+ e Hulu aumentaram o lucro operacional em 72%, atingindo 450 milhões de dólares.
  • Para este ano, a empresa reiterou a previsão de crescimento de dois dígitos nos lucros ajustados por ação e espera gerar 19 mil milhões de dólares em fluxo de caixa das operações.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A Walt Disney apresentou esta segunda-feira resultados acima das expectativas do mercado no primeiro trimestre fiscal de 2026, impulsionada pelo desempenho robusto dos parques temáticos e pelo crescimento das plataformas de streaming Disney+ e Hulu.

As receitas da empresa norte-americana totalizaram 26 mil milhões de dólares (cerca de 22 mil milhões de euros), um aumento de 5% face ao período homólogo e 1,2% acima das previsões dos analistas que apontavam para 25,7 mil milhões.

O lucro antes de impostos fixou-se em 3,7 mil milhões de dólares, fixando-se 5,7% acima da projeção de Wall Street de 3,5 mil milhões. Os lucros ajustados por ação caíram 7% para 1,63 dólares, mas ainda assim superaram a estimativa de 1,57 dólares dos analistas. “Estamos satisfeitos com o início do nosso ano fiscal, e as nossas conquistas refletem o tremendo progresso que fizemos”, refere Robert Iger, CEO da Disney, em comunicado.

As plataformas Disney+ e Hulu registaram um crescimento de 72% no lucro operacional, atingindo 450 milhões de dólares, um salto significativo face aos 261 milhões do ano anterior.

A divisão de experiências, que engloba parques temáticos, cruzeiros e produtos de consumo, foi a grande protagonista do trimestre. Esta unidade registou receitas recorde de 10 mil milhões de dólares — a primeira vez que ultrapassa esta fasquia num único trimestre — e um lucro operacional de 3,3 mil milhões, representando 72% do lucro operacional total da companhia.

Os parques norte-americanos beneficiaram de uma comparação favorável com o ano anterior, quando o furacão Milton forçou o encerramento de atrações em Orlando. A Disney registou ainda um crescimento de 1% na afetação dos parques domésticos e um aumento de 4% nas despesas per capita.

O streaming emergiu como outra história de sucesso. As plataformas Disney+ e Hulu registaram um crescimento de 72% no lucro operacional, atingindo 450 milhões de dólares, um salto significativo face aos 261 milhões do ano anterior. A Disney revela que as receitas do streaming subiram 13% para 4,4 mil milhões de dólares, impulsionadas pelo aumento de preços e pelo crescimento da publicidade.

“Continuamos no caminho certo para alcançar uma margem operacional de 10% nos serviços de streaming em 2026“, refere a empresa numa apresentação disponibilizada aos investidores.

Entregámos um forte desempenho de bilheteira no ano civil de 2025 com sucessos de mil milhões de dólares como ‘Zootopia 2’ e ‘Avatar: Fire and Ash’, franchises que geram valor em muitas das nossas áreas de negócio.

Bob Iger

CEO da Disney

A unidade de entretenimento, que inclui os estúdios cinematográficos e as redes de televisão, viu as receitas crescerem 7% para 11,6 mil milhões de dólares, mas o lucro operacional caiu 35%, refletindo os custos de marketing de filmes como “Zootopia 2”, que já arrecadou 1,8 mil milhões de dólares em bilheteiras mundiais, e “Avatar: Fire and Ash”, com 1,4 mil milhões.

Entregámos um forte desempenho de bilheteira no ano civil de 2025 com sucessos de mil milhões de dólares como ‘Zootopia 2’ e ‘Avatar: Fire and Ash’, franchises que geram valor em muitas das nossas áreas de negócio”, afirmou Bob Iger em comunicado.

Por outro lado, a divisão de desportos enfrentou desafios significativos. As receitas subiram modestamente 1% para 4,9 mil milhões de dólares, mas o lucro operacional desabou 23% para 191 milhões.

A disputa contratual de duas semanas com o YouTube TV, que deixou milhões de subscritores sem acesso à ESPN e outros canais da Disney, resultou num impacto negativo de 110 milhões de dólares. O conflito, que decorreu em novembro durante a época de futebol americano, foi o bloqueio mais longo da história da Disney.

Para o ano fiscal completo, a Disney reiterou a previsão de crescimento de dois dígitos nos lucros ajustados por ação e espera gerar 19 mil milhões de dólares em fluxo de caixa das operações, mantendo o plano de recomprar 7 mil milhões em ações. As ações da Disney chegaram a subir 4% esta manhã no pré-mercado após o anúncio, mas encontram-se atualmente a cair mais de 2%

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