Siemens desafia jovens estudantes a inovar. Habilitam-se a “ganhar” estágio remunerado

Siemens tem abertas inscrições para o Accelerate NexGen, que desafia jovens estudantes a desenvolver soluções tecnológicas para transição energética e digital.

A Siemens está a desafiar os jovens estudantes a desenvolverem soluções tecnológicas que respondam aos desafios da transição energética e da transformação digital. As inscrições para o programa Accelerate NexGen estão já abertas, sendo que os participantes habilitam-se a “ganhar” estágios remunerados, que podem chegar aos 12 meses.

O Accelerate NexGen resulta da junção de duas competições que a Siemens já organiza há vários anos: o Accelerate Challenge e o Prémio Geração Digital. Em declarações ao ECO, Hélio Jesus, responsável por tecnologia e inovação na Siemens Portugal explica que o primeiro desses programas estava focado nas infraestruturas, enquanto o segundo tinha como coração o setor industrial.

“Este ano, optámos por consolidar os dois desafios num único programa — o Accelerate NextGen –, por acreditarmos que o sucesso da transição energética e da transformação digital exige, cada vez mais, uma abordagem integrada e um trabalho em ecossistema, capazes de articular de forma consistente os desafios energéticos e industriais”, explica o responsável.

O programa está aberto a estudantes de cursos técnico-profissionais, licenciatura ou mestrado que estejam matriculados em instituições de ensino no território nacional.

“Na vertente infraestrutura, o desafio passa por desenvolver o projeto de uma infraestrutura elétrica capaz de responder a cenários complexos relacionados com o consumo, distribuição e a utilização racional da energia”, explica a Siemens.

Já na vertente indústria, os jovens são desafiados a “desenvolver soluções que contribuam para fazer face aos desafios atuais da transformação digital e sustentável da indústria nacional“, em áreas como a cibersegurança, a otimização de processos fabris, a eficiência energética e a análise térmica de infraestruturas críticas.

"A competição termina a 28 de maio, com uma apresentação final dos projetos perante um painel de jurados.”

Siemens Portugal

As equipas devem ser compostas por dois estudantes, que serão acompanhados por especialistas da Siemens. Os participantes poderão também trabalhar com as ferramentas e software utilizado pela empresa em causa.

“A competição termina a 28 de maio, com uma apresentação final dos projetos perante um painel de jurados, composto por representantes de empresas e entidades de diferentes setores, que representam os mercados em que a empresa atua e reforçam a avaliação dos conhecimentos e competências dos alunos, promovendo simultaneamente uma maior proximidade e partilha com o tecido empresarial“, indica ainda a Siemens.

Quanto às contrapartidas previstas, a multinacional indica que os prémios variam de acordo com a vertente, e podem incluir, nomeadamente, estágios na empresa, visitas a projetos de referência desenvolvidos pela organização e equipamentos de automação.

No que diz especificamente aos estágios, Hélio Jesus avança que em causa estão oportunidades remuneradas com uma duração de três a 12 meses.

“Durante este período, os jovens talentos terão a oportunidade de contribuir ativamente para o desenvolvimento de tecnologias e soluções destinadas a responder a desafios globais atuais, como as alterações climáticas e demográficas, a dependência energética ou a produtividade”, detalha o responsável.

E continua: “o estágio constitui ainda uma oportunidade única para trabalhar com tecnologias da Siemens que irão encontrar mais tarde no mercado, nomeadamente em empresas clientes ou parceiras, permitindo-lhes adquirir experiência prática que será muito relevante para o seu percurso profissional.”

"O impacto estende-se para além dos vencedores dos estágios: ao longo das edições, vários alunos que não chegaram à fase final encontraram oportunidades profissionais na Siemens ou em empresas parceiras.”

Hélio Jesus

Responsável por tecnologia e inovação na Siemens Portugal

Hélio Jesus revela, além disso, que, entre os participantes que já estagiaram, a taxa de conversão em contratos de trabalho é superior a 50%. Neste momento, a Siemens conta com cerca de dez ex-participantes nas suas equipas, o que evidencia o papel [deste programa] na identificação e captação de talento“, considera o momento.

O impacto estende-se para além dos vencedores dos estágios: ao longo das edições, vários alunos que não chegaram à fase final encontraram oportunidades profissionais na Siemens ou em empresas parceiras“, acrescenta o responsável por tecnologia e inovação.

“Relação próxima e histórica” com a academia

Em declarações ao ECO, Hélio Jesus faz questão de destacar a “relação próxima e histórica” da Siemens com a academia, adiantando que, por exemplo, em 2025 a empresa recebeu 184 estagiários, com uma taxa de integração de 80%.

“Temos, desde sempre, um forte ADN de escola. A Siemens foi, aliás, uma das empresas fundadoras da ATEC, uma academia de formação dedicada ao desenvolvimento de cursos de formação profissional financiados para jovens e adultos, bem como à formação contínua de profissionais no ativo”, salienta o responsável.

Este compromisso com a formação mantém-se até aos dias de hoje. A nível global, a empresa definiu como objetivo capacitar três milhões de pessoas até 2030, abrangendo não só os nossos colaboradores — através de programas de upskilling e reskilling —, mas também jovens talentos que ainda não integram a empresa”, conta Hélio Jesus.

"Este compromisso com a formação mantém-se até aos dias de hoje. A nível global, a empresa definiu como objetivo capacitar três milhões de pessoas até 2030.”

Hélio Jesus

Responsável por tecnologia e inovação na Siemens Portugal

Por outro lado, o responsável admite que iniciativas como o Accelerate NexGen são “muito relevantes” para reforçar a visibilidade da Siemens enquanto empregador junto do talento mais jovens. Tal é particularmente relevante numa altura em que escasseiam trabalhadores.

“Para além destas competições, a Siemens desenvolve um conjunto alargado de iniciativas em estreita ligação com a academia, nomeadamente através da participação em feiras de emprego universitárias, da presença de ‘embaixadores’ em diversas universidades e institutos politécnicos, do desenvolvimento de workshops técnicos ou da criação de academias e programas de estágio focados em diferentes áreas tecnológicas”, indica Hélio Jesus.

Neste momento, a Siemens emprega mais de 4.300 trabalhadores em Portugal, dos quais 22% têm menos de 30 anos.

Tem também abertas 140 vagas em diferentes localizações do país. “A solução para a escassez de profissionais qualificados no futuro passa pelas medidas educativas que adotarmos hoje e a atração de talento — a par da sua retenção e recuperação – será um elemento crítico, sobretudo nas áreas tecnológicas”, remata o responsável mencionado.

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