Governo vai isentar zonas afetadas de portagens durante uma semana. Brisa comparticipa 30%

  • ECO
  • 3 Fevereiro 2026

A partir da meia-noite de hoje e até daqui a oito dias, vários troços da autoestradas A8, A17, A14 e A19 estarão isentas de portagens. Brisa diz que vai comparticipar 30% do custo.

O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira que o Governo vai isentar de portagens durante uma semana as zonas afetadas pela depressão Kristin, no perímetro que abrangerá trechos das autoestradas A8, A17, A14 e A19.

A isenção começará à meia-noite desta terça-feira e vai estender-se por uma semana, segundo adiantou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas durante uma visita a uma empresa em Pombal.

Entrará em vigor à meia-noite do dia de hoje um período de isenção de portagens até à meia-noite de hoje a oito dias para, precisamente, ajudar todas as movimentações mais urgentes, num perímetro que envolverá a A8, a A17, a A14 e a A19, e que visará os percursos dentro da área afetada”, afirmou.

Numa nota enviada às redações, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação (MIH) detalhou que decidiu isentar todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente; na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira; na A14, entre Santa Eulália e o Nó de Ançã; e na A19, entre o Nó de Azoia e o Nó de São Jorge.

Destacando que a medida pretende “apoiar a deslocação de materiais e de voluntários para estas regiões do país”, salientou a “rápida operacionalização da medida” por parte das concessionárias e agradeceu à Brisa, Autoestradas do Atlântico, Brisal e IP a disponibilidade “para acomodar parte dos custos desta isenção”.

Brisa diz que comparticipa 30% do custo

Entretanto, o CEO da Brisa, António Pires de Lima, revelou que a concessionária irá comparticipar em 30% o custo de isenção de portagens em zonas afetadas pelo mau tempo, decidido pelo Governo.

“O Governo entrou em contacto connosco comunicando os troços que gostaria de isentar de portagens de hoje à meia-noite e durante os próximos oito dias e solicitou também este apoio por parte do Grupo Brisa, das nossas várias concessões, a BCR, a Brisal, a Autoestradas do Atlântico e as Autoestradas do Litoral Oeste”, referiu.

O gestor salientou que o grupo, muito além daquilo que são as suas “obrigações do contrato de concessão”, acedeu “a suportar 30% do custo desta isenção”.

“A Brisa vai fazer um esforço relevante, que estimamos pode oscilar entre os 300 e 500 mil euros, nesta decisão política que nos ultrapassa, mas com a qual queremos mostrar também a nossa solidariedade”, destacou Pires de Lima.

O CEO da Brisa disse ainda que, como os troços foram comunicados “muito recentemente”, a empresa não dispõe do “valor exato” do que irá custar ao Estado.

Militares no terreno

Questionado sobre a falta de militares no terreno, Luís Montenegro disse que o Governo “está a trabalhar” no sentido de poder atender aos pedidos das autarquias.

“O que se pretende é que haja monitorização para que as zonas que possam ter problemas possam ter esses problemas resolvidos o mais rapidamente. Para isso é preciso ter recursos humanos, porque aquilo que era feito de forma computadorizada neste momento não é possível ser feito dessa maneira, porque não há comunicações”, explicou o líder do Governo.

Por isso, acrescentou, “estamos a reforçar as equipas que os municípios têm com a capacidade que temos no Estado, nomeadamente também das Forças Armadas, ainda não a ponto de poder cobrir exatamente as solicitações na dimensão que são feitas, mas estamos a trabalhar nisso“.

(Notícia atualizada às 15h10 com informação sobre a Brisa)

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