Sondagem. Seguro segue à frente de Ventura com 67% de votos
António José Seguro surge como favorito para a Presidência da República arrecadando 67% das intenções de voto nesta segunda volta, segundo a sondagem da RTP/Antena1/Público.
Se a segunda volta das eleições presidenciais fosse hoje, António José Seguro seria eleito Presidente da República com uma clara vantagem, registando o dobro das intenções de voto (67%) contra os 33% de André Ventura. Estes são os dados de sondagem da CESOP – Universidade Católica Portuguesa para a RTP, Antena 1 e jornal Público. Foram inquiridas aleatoriamente 1.601 pessoas sobre a intenção de voto para a segunda volta das presidenciais marcadas para o próximo domingo.
Com o cenário de campanha eleitoral a arrastar-se para as zonas afetadas pela tempestade Kristin, Seguro perde três pontos e Ventura sobe outros três face ao inquérito divulgado a 23 de janeiro.
Mesmo assim, o antigo líder socialista deverá cantar vitória no próximo domingo com uma margem confortável em relação ao seu adversário, o que deverá ser o melhor resultado de sempre de uma eleição presidencial para um primeiro mandato desde o 25 de Abril.
A vitória de Seguro também não parece estar assombrada pela elevada abstenção. Isto porque, 82% dos 1.601 inquiridos afirma que vai mesmo votar, enquanto 10% responde “em princípio” e 4% ainda não sabe se o fará.
Com o apoio do PS e dos partidos à esquerda, é no eleitorado de Luís Marques Mendes na primeira volta que Seguro angaria mais votos: 69% contra apenas 11% no líder do Chega. Já do eleitorado de Gouveia e Melo, 63% também garante que vai votar no antigo secretário-geral do Partido Socialista e 16% em Ventura. Os eleitores de Cotrim de Figueiredo também dão uma margem confortável de vitória a Seguro (60%) contra 14% em Ventura.
Os eleitores da AD também se mostram pouco indecisos com 62% a afirmar que vai votar em Seguro e 15% em Ventura. Já em relação à intenção direta de voto, que não faz distribuição dos indecisos, Seguro consegue 56% dos eleitores e Ventura 25%.
Dos inquiridos para esta sondagem, 40% considera que a segunda volta das eleições presidenciais representam um confronto entre moderados e extremistas, e outros 17% já apontam uma luta entre democratas e não democratas.
A sondagem da Universidade Católica baseou-se em 1.601 entrevistas válidas, apresenta margem de erro de 2,4% com um nível de confiança de 95%. Os dados foram recolhidos entre 29 de janeiro e 2 de fevereiro, após a primeira volta.
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