Vila Galé investe 210 milhões em 12 hotéis. E insiste em solução intercalar para aeroporto em Lisboa
Num investimento de 210 milhões de euros, o grupo Vila Galé deverá abrir 12 hotéis até ao início de 2028 em Portugal e no Brasil. E defende uma solução intercalar ao aeroporto em Lisboa.

A Vila Galé prevê abrir 12 hotéis até ao início de 2028, seis em Portugal e igual número no Brasil, num investimento estimado de 210 milhões de euros, avançou esta terça-feira o presidente do grupo. Durante o anúncio do investimento, Jorge Rebelo de Almeida reforçou a necessidade de o país ter uma solução intercalar ao aeroporto em Lisboa até à construção de Alcochete, sob pena de se estancar um turismo com muito potencial de crescimento.
Num encontro com jornalistas, em Lisboa, o presidente da Vila Galé disse que as primeiras aberturas vão acontecer no Brasil, nomeadamente em São Luís do Maranhão, onde o grupo português está a concluir a construção de dois hotéis, o Vila Galé Collection São Luís e o Vila Galé Collection Maranhão, com 51 e 43 quartos, respetivamente.
No caso destes dois projetos no Maranhão, a primeira fase está prevista abrir em novembro e a segunda fase em junho de 2027, num investimento de 14 milhões de euros.
Para o Brasil contam-se ainda quatro outras unidades até 2028, nomeadamente o Vila Galé Florianópolis (Santa Catarina), na zona de Jurerê Internacional, com 309 quartos, num investimento de 27 milhões de euros e abertura prevista para abril de 2028, e o Vila Galé Brumadinho (Minas Gerais), com 312 quartos e abertura em 2028, num investimento também de 27 milhões de euros.
Antes, com inauguração a apontar para maio de 2027 conta-se com o Vila Galé Coruripe Nep Kids, com 350 quartos, e o Vila Galé Collection Coruripe Alagoas, com 144 quartos, num investimento de 35 milhões de euros.
Já em Portugal, entre os seis novos hotéis, contam-se o Vila Galé Collection Paço Real de Caxias (Oeiras), com 120 quartos, num investimento de 16 milhões de euros e abertura prevista em 2027, o Vila Galé Collection Lisboa, no Palácio Almada Carvalhais (Largo do Conde Barão em Lisboa), com 110 quartos, 35 milhões de euros de investimento e abertura em 2028 e o Vila Galé Collection Mirandum, em Miranda do Douro, de 16 milhões de euros e 100 quartos.
Com aberturas previstas para 2027 estão ainda os projetos do Vila Galé Collection Tejo, na Golegã, com 116 quartos e 15 milhões de investimento e o Vila Galé Collection Penacova, para o primeiro trimestre desse ano, que terá 84 quartos e vai custar 14 milhões de euros.
“Vamos também reforçar a nossa presença nos Açores, desta vez na ilha Terceira”, anunciou ainda Jorge Rebelo de Almeida, falando do Vila Galé Collection Terceira, uma unidade de 106 quartos, 16 milhões de investimento para a abrir em 2028.
O ano começou com alguma preocupação, mas o turismo tem sido uma atividade super resiliente e continua de pedra e cal, apesar de continuarmos a não ter o privilégio de ter um aeroporto em condições ou uma solução intercalar que não estancasse o seu crescimento.
Em termos de expansão internacional, o presidente do grupo descartou, para já, Moçambique, mas disse terem “em vista” Cabo Verde, onde irá na próxima semana.
Este plano de expansão para Portugal e Brasil junta-se aos 52 hotéis que o grupo detém atualmente – 34 em Portugal, 13 no Brasil, quatro em Cuba e um em Espanha -, que somam mais de 10.000 quartos e 25.000 camas.
Durante o encontro com os jornalistas para apresentar os resultados de 2025, o presidente do grupo mostrou-se preocupado com o impacto do aeroporto no turismo. “O ano começou com alguma preocupação, mas o turismo tem sido uma atividade super resiliente e continua de pedra e cal, apesar de continuarmos a não ter o privilégio de ter um aeroporto em condições ou uma solução intercalar que não estancasse o seu crescimento“, disse Jorge Rebelo de Almeida.
O responsável desvalorizou, assim, quem diz que “há duas cidades esgotadas” em termos de turismo, fazendo alusão a Lisboa e Porto, considerando que “não o estão” e que, para além disso, “há um conjunto muito alargado de regiões” em Portugal para fazer crescer o turismo no país, “nomeadamente o interior”.
“Não me conformo que não haja uma solução [aeroportuária que funcione neste sentido]”, afirmou, apelando a outras opções, enquanto a Portela se mostra esgotada em termos de capacidade e o “novo em Alcochete ainda tem muito caminho para percorrer”.
No dia 7 de janeiro, o ministro das Infraestruturas disse que todas as etapas do futuro aeroporto Luís Vaz de Camões, no Campo de Tiro de Alcochete, estão a ser cumpridas. Miguel Pinto Luz falava durante a inauguração das obras de modernização do Terminal 2 do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que recebeu quatro novas portas, sete portas renovadas. E que conta agora com mais espaço de circulação, lugares sentados e tecnologia aplicada a todas as portas de embarque, num investimento de 20 milhões de euros.
Segundo o ministro, estas intervenções permitem que o aeroporto “sirva os portugueses nos próximos 10 a 12 anos, com qualidade”, respondendo ao crescimento do tráfego e às necessidades do turismo nacional.
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