Banca propõe aumentos de 2%, sindicados pedem o dobro

Houve uma ligeira aproximação entre das duas partes na reunião desta quarta-feira, mas posições ainda continuam muito afastadas: banca propõe aumentos de 2% para 2026, sindicados pedem o dobro.

Banca e sindicatos continuam muito afastados em relação a um acordo para aumentos salariais este ano. As instituições financeiras até melhoraram a sua proposta de 1,8% para 2%. Os sindicatos rejeitam: pedem aumentos das tabelas de 4,1%, uma revisão em baixa em relação ao que propunham inicialmente.

“A resposta da banca foi, novamente, manifestamente insuficiente”, é o que afirmam os sindicatos bancários afetos à UGT que esta quarta-feira voltaram a reunir-se com o grupo negociador das instituições de crédito subscritoras do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), no âmbito do processo de revisão salarial para este ano.

Para Mais Sindicato, Sindicato dos Bancários do Norte e Sindicato dos Bancários do Centro, não se percebe a “posição de intransigência” dos bancos que “continuam a apresentar milhões e milhões de euros de lucros”.

“As administrações apregoam que os trabalhadores são fundamentais para os resultados excecionais alcançados, mas na prática, o reconhecimento traduz-se numa proposta que é, sem rodeios, uma vergonha”, atiram estes sindicatos num comunicado enviado aos jornalistas.

O grupo negociador informou que alguns bancos pretendem antecipar, por ato de gestão, aumentos salariais de 2% já este mês. Uma medida que é saudada pelos sindicatos por causa da “importância de os trabalhadores verem o seu rendimento aumentar o quanto antes”. Ainda assim, deixaram um aviso: “Este adiantamento não pode colocar em causa a continuação do processo negocial, já que consideram aquela percentagem insuficiente para fazer face às necessidades dos bancários no ativo e na reforma”.

Os sindicatos acusam ainda os bancos de “total insensibilidade “relativamente a qualquer melhoria ou reconhecimento para aqueles que construíram os bancos ao longo de décadas e que hoje são reformados”.

“Continuam a ser sistematicamente ignorados”, frisam os sindicatos da UGT. Os sindicatos querem negociar uma solução para os problemas dos reformados, mas rejeitam “todas as propostas que não reflitam a realidade económica do setor nem o justo valor do trabalho”.

Santander, Novobanco, BPI, Bankinter, Abanca e Banco de Portugal estão entre as principais instituições subscritoras do ACT.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Banca propõe aumentos de 2%, sindicados pedem o dobro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião