BCE prolonga pausa e deixa juros inalterados pela quinta reunião consecutiva. Taxa de depósitos fica nos 2%

Banco central liderado por Christine Lagarde deixa taxa de Facilidade Permanente de Depósito nos 2% e taxas de refinanciamento e de cedência de liquidez nos 2,15% e 2,4%, respetivamente.

ECO Fast
  • O Banco Central Europeu decidiu manter as taxas de juro inalteradas pela quinta vez consecutiva, alinhando-se com as expectativas do mercado.
  • A inflação deverá estabilizar na meta de 2% a médio prazo, sustentada por uma economia resiliente e balanços sólidos do setor privado.
  • As incertezas persistem devido a riscos geopolíticos e cambiais, levando o BCE a adotar uma abordagem dependente dos dados para futuras decisões.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve esta quinta-feira as taxas de juro na Zona Euro inalteradas pela quinta reunião consecutiva, em linha com as expectativas de investidores e apesar de analistas salientaram o aumento de riscos geopolíticos e cambiais.

Desta forma, o banco central liderado por Christine Lagarde deixa a taxa de Facilidade Permanente de Depósito nos 2% e as taxas de refinanciamento e de cedência de liquidez mantêm-se nos 2,15% e 2,4%, respetivamente.

Em comunicado, o BCE informou que a sua avaliação atualizada reconfirma que a inflação deverá estabilizar na sua meta de 2% a médio prazo. A economia continua resiliente num ambiente global desafiante, o desemprego baixo, os balanços sólidos do setor privado, a implementação gradual das despesas públicas em defesa e infraestruturas e os efeitos favoráveis das reduções das taxas de juro no passado estão a sustentar o crescimento, adiantou após a reunião em Frankfurt, na Alemanha.

Alertou, no entanto, que “ao mesmo tempo, as perspetivas continuam incertas, devido, em particular, à incerteza persistente em matéria de política comercial global e às tensões geopolíticas”.

O Conselho do BCE garante estar determinado a assegurar que a inflação se estabilize na sua meta de 2% no médio prazo. Para isso “adotará uma abordagem dependente dos dados e reunião a reunião para determinar a orientação adequada da política monetária” e em particular, “as decisões do Conselho do BCE em matéria de taxas de juro basear-se-ão na sua avaliação das perspetivas de inflação e dos riscos que a rodeiam, à luz dos dados económicos e financeiros disponíveis, bem como da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária”.

O Conselho do BCE não se compromete antecipadamente com uma trajetória específica das taxas, vincou.

As atenções agora voltam-se agora para a conferência de imprensa da presidente do BCE, Christine Lagarde, às 13h45. Os analistas esperam que repita que a política monetária do BCE está num “bom lugar” e que não faz sentido sequer discutir a direção da próxima mudança.

(Notícia em atualização)

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