Recuperação das zonas afetadas não se vai resolver “apenas com moratórias e mais crédito”
Santander já está a aceitar moratórias de crédito e vai devolver a prestação a quem já pagou. Mas Castro e Almeida considera que isso nem mais crédito vai ajudar a resolver o problema das empresas.
Pedro Castro e Almeida, CEO do Santander Portugal, não acredita que vai ser possível recuperar das zonas afetadas pelo mau tempo “apenas através das moratórias e de mais crédito”, tendo em conta a dimensão dos estragos. E disse que se o país tem as contas certas, é para se poder abrir os cordões à bolsa nestes momentos.
“Com o nível de destruição que vemos na zona de Leiria e da Marinha Grande, não se parece que se vai resolver apenas com moratórias e mais crédito”, admitiu Castro e Almeida. Para o gestor, que falava na conferência de resultados do banco, será preciso desenvolver um plano “para a frente” para apoiar sobretudo as empresas afetadas, considerando que o Governo está numa boa posição financeira para o poder fazer.
“Portugal tem apresentado crescimentos acima da média da Zona Euro, tem a dívida pública a cair, e regista superavits. Se há altura em que o superavit pode ser utilizado para apoiar as pessoas e empresas, é nestes momentos”, adiantou. Castro e Almeida refere que é preciso “deixar acalmar a situação” para depois se fazer as contas aos estragos.
Santander já está a suspender prestações
Em relação às famílias, os apoios anunciados são “suficientes”, disse ainda. Embora o diploma legal das moratórias ainda não esteja em vigor, o banco já está a aceitar pedidos de suspensão das prestações. E quem já pagou a prestação da casa vai ver o montante devolvido na sua conta.
“A prestação que se venceu depois de 28 de janeiro, iremos devolver para a conta do cliente, sendo que a moratória manter-se-á para as seguintes prestações”, esclareceu o administrador Miguel Belo de Carvalho, adiantando que as famílias não tiveram problemas com isso pois já tinha recebido os vencimentos antes da passagem do mau tempo. “Em relação ao mês de fevereiro, não haverá problema”, disse o administrador.
Miguel Belo de Carvalho salientou ainda a importância do lay-off, que permitirá às famílias manterem os rendimentos e honrarem as suas responsabilidades com os bancos.
(notícia atualizada às 10h54)
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