Portugal procura financiar-se até 1.250 milhões de euros com emissão de dívida a três e dez anos

No leilão a dez anos, a República deverá contar com um custo abaixo do preço pago na última emissão comparável, enquanto na emissão mais curta a yield deverá ficar acima do último leilão a três anos.

O IGCP, liderado por Pedro Cabeços, realiza na próxima quarta-feira (11 de fevereiro), pelas 10h30, dois leilões de Obrigações do Tesouro a três e a dez anos.

A operação será feita através da linha obrigacionista com maturidade a 15 de junho de 2029 e da linha com maturidade a 13 de junho de 2036, com um montante indicativo global entre 1.000 milhões e 1.250 milhões de euros, revela a agência responsável pela gestão da dívida pública, esta sexta-feira em comunicado.

No mercado secundário, a linha com maturidade a 15 de junho de 2029 está a negociar com uma yield de 2,281%, enquanto a obrigação com maturidade a 13 de junho de 2036 negoceia com uma taxa média ponderada de 3,2022%. Estas taxas funcionam como um “termómetro” do custo de financiamento esperado, embora o resultado final dependa da procura no próprio leilão.

A obrigação com maturidade a 13 de junho de 2036 foi colocada no mercado este ano através de uma operação sindicada, com uma yield de 3,254%. Face a esse nível, a yield atual de sugere um alívio nas taxas exigidas pelos investidores para este prazo, ainda que continue a refletir o prémio associado a maturidades mais longas.

No caso da emissão mais curta, a última vez que a República se financiou a três anos foi a 12 de outubro de 2022. Na altura, o leilão contou com uma procura de 3 vezes acima da oferta e resultou na emissão de 349 milhões de euros com uma yield de 2,087%

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