Marcelo apela à participação nas eleições. “Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro”

Marcelo falou ao país em véspera da segunda volta das presidenciais apelando à participação dos portugueses.

“Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade“, disse Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, fazendo na sua declaração ao país um apelo à participação dos portugueses na segunda volta das presidenciais.

Num momento em que o país enfrenta uma nova depressão, depois da depressão Kristin ter devastado a região Centro, Marcelo Rebelo de Sousa começou por se dirigir “em especial” os portugueses que sofreram com as intempéries. “Falo em especial para os que perderam familiares e próximos. Os que ficaram sem casa ou sem casa com condições para nela viveram. Os que perderam culturas agrícolas, lojas, oficinas, fábricas. Os que ficaram dias e noites sem água, luz, telefone. Os que viram florestas vergarem. Os que sofreram e sofrem cheias imprevisíveis”, disse. “Os que desanimaram, tiveram medo, se sentiram isolados, angustiados ou desesperados. Para essas centenas de milhares em cidades, vilas, aldeias, lugares, casas perdidas na serra”, detalhou.

A todos vós, e a todos que vos têm dado o que podem e não podem, agradeço a resistência, a coragem, a determinação de não ceder, de não desistir, de não largar um centímetro do que é vosso”, disse o Presidente na sua mensagem ao país antes da segunda volta, algo que não tinha feito na primeira.

Com mais de 60 concelhos no país em situação de calamidadeo que levou a que os municípios da Golegã, Arruda dos Vinhos e Alcácer do Sal a segunda volta tenha sido adiada para 15 de fevereiro —, Marcelo destacou outros momentos difíceis para o país mas que os portugueses foram, mesmo assim, às urnas.

“Votarem em pandemia. Em todo o país. Sem vacinas. Com hospitais a transbordar. Com mortes a subir. Com contágios a galopar. Somos assim há 900 anos. E por isso somos das pátrias, das nações mais antigas da Europa e do mundo”, disse.

“Nascemos para resistirmos e resistirmos até vencermos. Somos um país de lutadores. Votar amanhã é como votar na pandemia em estado de emergência. Ou agora, quatro dias depois da tragédia”, disse. “Votar amanhã chama-se democracia. Votar amanhã chama-se, acima de tudo, Portugal.”

Até cerca das 17h00, foi adiada a votação em 16 freguesias e três assembleias de voto, segundo a Comissão Nacional de Eleições, que não as identifica. Só em estado de sítio é possível adiar as eleições no país

(Última atualização)

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