Christine Lagarde reafirma meta dos 2% da taxa de inflação e cautela nas taxas de juro

Para a presidente do BCE, a estabilidade de preços continua a ser a âncora da Zona Euro e justifica prudência nas taxas de juro, que só deverão ser ajustadas quando a leitura dos números o confirmar.

ECO Fast
  • Christine Lagarde defendeu a abordagem cautelosa do Banco Central Europeu na política monetária, destacando a inflação anual de 1,7% em janeiro e a meta de 2%.
  • A economia da Zona Euro mostrou resiliência, com um crescimento de 0,3% no último trimestre de 2025, superando as expectativas iniciais.
  • Lagarde reforçou a importância da independência do BCE para a estabilidade de preços, especialmente num contexto global desafiador.
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Christine Lagarde voltou esta segunda-feira ao Parlamento Europeu para defender a abordagem cautelosa do Banco Central Europeu (BCE) na condução da política monetária, num contexto marcado por tensões geopolíticas e incerteza económica global.

A presidente do BCE sublinhou que a inflação anual se fixou em 1,7% em janeiro e reiterou as expectativas de que os preços estabilizem no objetivo de 2% no médio prazo. “Esperamos que a inflação se estabilize de forma sustentável na nossa meta de médio prazo de 2%”, afirmou Lagarde perante os eurodeputados em Estrasburgo.

A líder da autoridade monetária da área do euro justificou a decisão da última quinta-feira de manter as taxas de juro inalteradas com a necessidade de avaliar dados económicos reunião a reunião, dada a volatilidade do cenário global.

Neste ambiente, precisamos de âncoras domésticas fortes de estabilidade e resiliência. Uma dessas âncoras é a estabilidade de preços.

Christine Lagarde

Presidente do Banco Central Europeu

“No atual ambiente incerto, a nossa abordagem de política monetária dependente de dados, reunião a reunião, serve-nos bem”, defendeu a presidente do BCE. Segundo as projeções do Eurosistema de dezembro, a inflação deverá situar-se em média nos 1,9% em 2026, 1,8% em 2027 e 2% em 2028.

Christine Lagarde destacou ainda a resiliência da economia da Zona Euro, apesar dos desafios externos que afetam cadeias de abastecimento, segurança energética e fluxos comerciais.

A economia terá crescido 0,3% no último trimestre de 2025 e 1,5% no conjunto do ano, valores acima das projeções iniciais para aquele período.

“Neste ambiente, precisamos de âncoras domésticas fortes de estabilidade e resiliência. Uma dessas âncoras é a estabilidade de preços”, sublinhou a presidente do BCE.

No debate sobre o Relatório Anual do BCE, Christine Lagarde frisou a importância da independência da instituição para cumprir o mandato de estabilidade de preços, especialmente “numa altura em que a independência dos bancos centrais está a ser desafiada em algumas partes do mundo”.

Christine Lagarde sublinhou o papel do euro como “âncora de estabilidade e símbolo poderoso do que a Europa pode alcançar quando trabalha em conjunto”.

A líder do BCE aproveitou também para reiterar que o BCE continuará a basear as suas decisões “na avaliação em evolução das perspetivas de inflação e dos riscos envolventes, à luz dos dados económicos e financeiros recebidos”.

Christine Lagarde dedicou parte significativa da intervenção a outras iniciativas do BCE para reforçar a competitividade europeia, com destaque para o euro digital e a tokenização de moeda do banco central para transações no mercado grossista, notando que o projeto Pontes, que visa permitir liquidações em moeda de banco central para transações baseadas em tecnologia de registo distribuído, estará disponível no terceiro trimestre deste ano.

Christine Lagarde concluiu a sua intervenção sublinhando o papel do euro como “âncora de estabilidade e símbolo poderoso do que a Europa pode alcançar quando trabalha em conjunto”, referindo a recente adesão da Bulgária como 21.º membro da Zona Euro em 2026 . “Uma moeda forte assenta na fundação sólida de instituições fortes”, concluiu.

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