Chuva forte regressa a Portugal na terça e quarta-feira. Ligeira melhoria nas zonas inundadas

  • Lusa e ECO
  • 9 Fevereiro 2026

Vem aí uma massa de ar com características tropicais, com "elevado conteúdo em água". Meteorologista avisa que massa de ar muito húmido vai trazer precipitação persistente na primeira parte da semana.

O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por precipitação forte e persistente na terça e na quarta-feira devido a uma massa de ar com características tropicais, segundo a meteorologista Ângela Lourenço.

“O estado do tempo em Portugal continental vai continuar a ser afetado por uma corrente perturbada de oeste, o que significa que vamos ter já a partir de hoje a influência de uma massa de ar com características tropicais, com elevado conteúdo em agua. É uma massa de ar muito húmido que vai trazer precipitação persistente, pelo menos na primeira parte da semana, pelo menos até dia 11 [quarta-feira]”, adiantou.

Segundo a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), na terça e na quarta-feira, Portugal continental vai assim ter alguns episódios de precipitação mais intensa e de forma mais contínua.

“Para dia 10 [terça-feira] já foram emitidos avisos de precipitação de nível laranja para Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real, Aveiro e Viseu. Espera-se que haja aqui um período mais crítico, em que os valores acumulados de precipitação sejam significativos e dai o nível laranja de precipitação”, indicou.

De acordo com Ângela Lourenço, na terça-feira prevê-se que a chuva seja mais fraca no Baixo Alentejo e Algarve.

“Estes episódios com precipitação mais intensa, em particular o dia 11 [quarta-feira], poderão será acompanhados com vento. Não se espera que dia 10 [terça-feira] tenha um vento muito forte, mas em todo o caso estas situações trazem sempre rajadas mais fortes nas terras altas”, disse.

Ângela Lourenço adiantou que a partir de quinta-feira está previsto um ligeiro desagravamento.

“Mas em todo o caso vai continuar sempre a ocorrer precipitação e o vento a soprar com alguma intensidade. No fim de semana é possível que haja aqui talvez o abrandamento da ocorrência da precipitação. O deslocamento do anticiclone mais para norte vai permitir que nós não sejamos tão afetados por estas ondulações frontais e massas de ar com elevados conteúdos em agua”, disse, sublinhando que ainda há um grau de confiança baixo para este cenário.

No que diz respeito às temperaturas, segundo Ângela Lourenço, vão estar acima do normal para a época do ano, para o mês de fevereiro.

“Exatamente por predominar esta massa de ar tropical, com características tropicais, as temperaturas têm tendência para subir. Estamos a falar de mínimas junto a Lisboa da ordem dos 14/15 e máximas de 17/18 graus. No interior, zonas mais frias, prevê-se para a Serra da Estrela mínimas entre 04 e 06 graus e máximas de 09/12”, referiu.

A partir de quinta-feira, segundo a meteorologista do IPMA, está prevista uma significativa descida das temperaturas.

Noite calma com ligeira melhoria nas zonas inundadas

A proteção civil não registou durante a noite ocorrências significativas relacionadas com o mau tempo e houve uma ligeira melhoria da situação nas zonas inundadas, disse à agência Lusa José Costa.

“Foi uma noite calma, apesar de ter chovido muito até à meia-noite. Registámos 29 ocorrências dispersas por todo o território do continente. No que diz respeito às zonas inundadas, houve uma ligeira melhoria”, adiantou José Costa, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Entre 28 de janeiro e as 08:00 de hoje, na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, foram registadas 24.225 ocorrências, que mobilizaram 83.546 operacionais, com o apoio de 32.195 meios terrestres, segundo a mesma fonte.

A subidas dos caudais, principalmente dos rios Douro, Mondego, Tejo, Sado e Guadinana no final da semana passada causaram grandes inundações nas zonas envolventes.

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