“Mesmo não vencendo, tivemos o melhor resultado de sempre. Vamos governar”, afirma Ventura

O candidato apoiado pelo Chega, que foi derrotado por António José Seguro, comparou os cerca de 33% obtidos nestas eleições com os 31% da AD nas legislativas e mostrou-se a postos para governar.

André Ventura à chegada do local onde a sua candidatura acompanhou a noite eleitoral. © Henrique Casinhas / ECO
André Ventura à chegada do local onde a sua candidatura acompanhou a noite eleitoral. © Henrique Casinhas / ECOHenrique Casinhas/ECO

O candidato presidencial André Ventura assumiu a derrota nas eleições presidenciais, mas afirmou que o resultado obtido este domingo, superior ao da Aliança Democrática (AD) e ao do Chega nas legislativas, significa que este é apenas o “caminho” para a “mudança” e para a liderança do Governo.

“Acho que a mensagem dos portugueses foi clara. Lideramos a direita em Portugal e vamos em breve governar este país”, disse André Ventura, no discurso final da sua noite eleitoral, em Lisboa.

“Mesmo não vencendo, este partido, esta força, teve o seu melhor resultado de sempre. Tivemos o melhor resultado sempre da nossa história. Olhando para o resultado desta noite, em que superámos a percentagem da AD nas últimas eleições legislativas, é justo dizer que, não tendo vencido estas eleições presidenciais, os portugueses nos colocaram no caminho para governar este país”, referiu.

Numa mescla de papéis entre candidato apoiado pelo Chega e líder do Chega, André Ventura destacou a subida de mais de 30% dos votos em relação à primeira volta, os mais de 300 mil votos do que nas últimas legislativas e o facto de ter ultrapassado, com 33,2% dos votos, os 31% que a AD conquistou quando Luís Montenegro foi eleito primeiro-ministro em 2025.

Enquanto candidato anti-regime, André Ventura reforçou a ideia de que, primeira vez em 50 anos, houve uma alternativa política além do bipartidarismo e “fora do espaço do PS e do PSD”. “Liderámos a direita. Vamos liderar a direita”, reiterou, acrescentando que essa mobilização ainda foi “mais feroz” no segundo sufrágio, mesmo com “Bruxelas contra”.

Apesar do antigo plano de ser primeiro-ministro, o candidato a Belém garantiu que a sua campanha entrou nestas eleições “com o objetivo de vencer”. “Não vencemos e isso deve significar, como sempre foi, o reconhecer que temos de fazer mais e que temos de trabalhar mais para convencer o povo de que a mudança faz falta”, sublinhou, admitindo que “os compatriotas ainda escolheram ainda o caminho da continuidade”, numa referência direta a António José Seguro.

André Ventura voltou também a evocar Sá Carneiro e a luta “contra as elites” do movimento popular que “faça a diferença”. “Eu sei – e pressinto – que pode demorar mais ou menos, mais mês ou menos mês, mas este movimento é imparável e Portugal, mais cedo ou mais tarde, vai mesmo mudar”, concluiu.

Felicitações a Seguro e de Marcelo

Mal pisou o palco montado no hotel Marriott, André Ventura parabenizar o vencedor da noite e próximo Presidente da República. “Transmiti as felicitações pela vitória eleitoral e os votos de um grande mandato. Independentemente de termos sido adversários nesta segunda volta, o sucesso de António José Seguro à frente de Portugal será o sucesso de todos”, assegurou, André Ventura, perante uma audiência entusiasta.

O candidato apoiado pelo Chega disse que também falou com o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que lhe terá transmitido a felicitação pelo resultado e pela campanha, à qual retorquiu com o desejo de “uma transição de poder em Portugal que permitisse a consolidação da nossa democracia e sobretudo um caminho – que acho que todos querem – de desenvolvimento e prosperidade”.

Além dos cumprimentos institucionais, o candidato apoiado pelo Chega deixou ainda uma exaltação aos emigrantes que se mobilizaram: “Hoje, apesar de todas as circunstâncias, apesar de os fazerem andar milhares de quilómetros, voltaram a ser o nosso farol”. Por fim, André Ventura reconheceu que ainda não chegou à meta, porém fez um “caminho para denunciar um sistema podre de corrupção, decadente e degradado, que há em Portugal”.

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