Acordo comercial UE-EUA descongelado. Parlamento Europeu confirma votação no final do mês
Depois de ter vindo a adiar a votação, devido às ameaças de Washington sobre a Gronelândia, os eurodeputados retomaram o acordo comercial fechado entre Bruxelas e os EUA em julho passado.
Depois de terem adiado a votação do acordo comercial entre a União Europeia e os EUA, na sequência das ameaças de Washington à soberania da Gronelândia, os eurodeputados chegaram a um acordo sobre as condições necessárias para retomar a implementação do acordo, estando agora prevista uma votação decisiva para o final de fevereiro.
Inicialmente era esperado um voto a 26 de janeiro, que definiria a posição do Parlamento Europeu sobre o levantamento das tarifas sobre os bens industriais norte-americanos, um dos pilares centrais do acordo alcançado entre Bruxelas e Washington no verão passado, que fixou uma taxa única de 15% para as exportações europeias para os EUA.
Contudo, a votação ficou congelada após os desenvolvimentos relacionados com a ameaça de Trump de aumentar as tarifas a oito países europeus que se opõem à anexação da Gronelândia.
Segundo confirmaram os eurodeputados presentes num encontro que decorreu esta terça-feira à porta fechada, a reunião serviu para fechar os detalhes finais do acordo. A votação em comissão terá lugar a 24 de fevereiro, abrindo caminho a uma votação em plenário em março e ao início das negociações com o Conselho.
O eurodeputado socialista Bernd Lange, presidente da comissão do comércio e principal negociador do Parlamento no dossier dos EUA, celebrou o facto de as suas principais exigências — a que chama os “cinco s” — terem sido aceites pela maioria dos grupos, classificando o resultado como “positivo”.
Segundo Lange, os grupos apoiaram uma cláusula de salvaguarda ao estilo do Mercosul, que poderia levar à reintrodução de tarifas caso os produtores internos sejam prejudicados, bem como uma cláusula de suspensão ligada a ameaças à soberania territorial da UE — ainda que os critérios para a sua ativação ainda não tenham sido definidos.
“Na prática, isto significa que, uma vez em vigor o acordo, a UE terá também uma nova ferramenta para responder caso volte a ser sujeita a chantagem tarifária”, afirmou a eurodeputada sueca do Renew Karin Karlsbro.
“Este acordo oferece a clareza e a estabilidade de que as empresas europeias tanto necessitam e reflete a nossa compreensão partilhada do interesse comum”, afirmou a negociadora do PPE Željana Zovko.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Acordo comercial UE-EUA descongelado. Parlamento Europeu confirma votação no final do mês
{{ noCommentsLabel }}