Fusões e aquisições movimentam mais de 409 milhões no início do ano

Número de negócios de compra e venda de empresas em Portugal caiu 44% em comparação com o mês de janeiro do ano passado. Menos de um terço das transações publicou valores.

Os negócios de compras e vendas de empresas entraram em 2026 com o pé esquerdo. O mercado transacional português registou 33 operações de M&A (Mergers & Acquisitions) que mobilizaram 409 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela TTR Data.

Os valores representam uma queda de 44% no número de transações em comparação com o mesmo período do ano passado, tal como uma diminuição de 8% no capital movimentado. No entanto, importa referir que menos de um terço das operações (27%) divulgou os preços, o que significa que o montante acumulado será significativamente superior.

Em termos de setores, as categorias de Internet, software e serviços de tecnologias da informação e serviços de suporte foram as mais ativas em 2026, com cinco transações, segundo esta base de dados que analisa fusões, aquisições, compras de ativos e investimentos de capital de risco e private equity envolvendo companhias nacionais. No entanto, na banca foi o maior destaque do arranque do ano, para os analistas da TTR.

Janeiro destacou-se pela conclusão da venda do Banco Comercial do Atlântico, em Cabo Verde, pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) por 82 milhões de euros. A venda do banco cabo-verdiano pela CGD contou com a assessoria jurídica da Abreu Advogados e o apoio financeiro da Caixa BI. Na assessoria financeira, embora o grupo não tenha estado presente nesta venda, sobressaiu também a Forvis Mazars.

Esta foi uma das 17 transações de âmbito transfronteiriço (cross-border) registadas pelas tabelas. No cômputo geral, Espanha e a Itália foram os países que fizeram o maior número de investimentos em Portugal em janeiro, contabilizando duas transações cada geografia. Por sua vez, as empresas portuguesas escolheram a Espanha e a Alemanha como principais destinos de investimento (em número) com duas transações.

“Em janeiro de 2026, foram contabilizadas sete transações de private equity, representando uma queda de 22% no número de operações em comparação ao mesmo período de 2025. Em venture capital, [capital de risco] foram realizadas cinco rodadas de investimentos e um total de 47 milhões, representando uma diminuição de 44% no número de transações. No segmento de asset acquisitions [compra de ativos], foram registadas sete transações com um valor de 50 milhões, representando um crescimento de 105% no capital mobilizado”, lê-se no relatório.

Em 2026, a reprivatização da TAP é o negócio mais esperado e aquele que é capaz de ter um efeito equivalente ao que o Novobanco teve na dinâmica do mercado de fusões e aquisições em 2025. O processo de venda de 49,9% da companhia aérea nacional tem derrapado de ano para ano, mas no segundo semestre avançou com as manifestações de interesse dos grupos Air France-KLM, IAG – dono da Iberia ou British Airways – e Lufthansa

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