Mau tempo. PCP propõe plano de emergência para garantir pagamento de salários e reconstrução
O PCP vai propor um plano de emergência que "garanta o pagamento a 100% dos salários, os rendimentos dos pequenos e médios agricultores e empresários, os recursos necessários à reconstrução".
O secretário-geral do PCP anunciou esta terça-feira um plano de emergência para responder às populações atingidas pelas tempestades das últimas semanas de forma a garantir o pagamento a 100% dos salários afetados e os recursos necessários para reconstruir infraestruturas.
“Face à ausência de uma resposta à altura da gravidade da situação, o PCP apresentará amanhã um plano de emergência que garanta o pagamento a 100% dos salários, os rendimentos dos pequenos e médios agricultores e empresários, os recursos necessários à reconstrução das habitações, de escolas, equipamentos públicos e sociais, estradas e ferrovia e as medidas necessárias que reponham a capacidade produtiva que foi destruída durante estas semanas”, declarou.
O anúncio foi feito por Paulo Raimundo numa conferência de imprensa após uma reunião da comité central, na sede nacional do partido, em Lisboa, para analisar a situação política e social e os resultados das eleições presidenciais.
O secretário-geral do PCP não densificou o conteúdo deste pacote de medidas, nomeadamente sobre o teto dos salários que são abrangidos por esta proposta, remetendo para a conferência de imprensa que será feita pela líder parlamentar comunista, Paula Santos, na quarta-feira sobre o plano.
Questionado sobre se as respostas anunciadas pelo Governo, em particular sobre o regime de lay-off simplificado, Paulo Raimundo alegou que o “que está em vigor, até ver, é o regime de lay-off normal, não é o simplificado”, apontando que o decreto sobre essa matéria prevê que os “trabalhadores recebam apenas 65% do seu salário”.
“Ora, isso não é possível, é preciso resolver esse problema, essa é uma das medidas em concreto, e a questão do problema das medidas do Governo e da sua insuficiência não é uma questão que não agrada ou deixa de agradar ao PCP. O problema é que eles não resolvem a dimensão do problema”, criticou.
Raimundo defendeu um “Investimento público de grande dimensão para fazer face à devastação” e lembrou que “há uma parte dos problema que só vai ser possível contabilizar depois das águas baixarem definitivamente”, pelo que não bastam “medidas pontuais”, mas sim um “pacote robusto, musculado e com instrumentos do Estado para intervir”.
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