“Turismo Acolhe”. 13 alojamentos turísticos registaram-se para receber desalojados
Nas primeiras horas do programa “Turismo Acolhe”, criado pelo Governo no âmbito da depressão Kristin, disponibilizaram-se 13 empreendimentos turísticos de 12 concelhos.
O programa de alojamento temporário em empreendimentos turísticos para populações desalojadas devido às intempéries teve mais de uma dezena de registos de empresas nas primeiras horas em que foi lançado. A medida de emergência “Turismo acolhe”, criada pelo Governo através do Turismo de Portugal, foi apresentada esta terça-feira e inscreveram-se 13 estabelecimentos de turismo em 12 concelhos.
“Dos 13 empreendimentos turísticos que estão registados, já há uma oferta de 180 quartos. Estamos em crer que este número vai crescer muito rapidamente, até porque as necessidades são grandes”, informou o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, numa entrevista à RTP.
O programa é de adesão voluntária para hotéis, estalagens, pousadas, parques de campismo, apartamentos, alojamento local ou aldeamentos turísticos tanto nas autarquias em estado de calamidade ou nas zonas limítrofes. Todos se podem registar para receber desalojados em regime pro bono ou pedir auxílio financeiro.
Para os hotéis que não queiram ou não tenham possibilidade de aderir ao programa sem cobrar a estes hóspedes, o Turismo de Portugal disponibiliza um apoio de até 60 euros por unidade de alojamento com pequeno-almoço. “Quando o valor é inferior, quando os hotéis já praticam um valor inferior a este, então terá de ser praticado um valor 10% inferior ao valor de mercado”, explicou Carlos Abade em declarações ao canal público.
“É um programa que resulta de uma parceria entre o Turismo de Portugal e as empresas de turismo, sobretudo da área de alojamento turístico, do diálogo contínuo que temos tido com a Confederação do Turismo de Portugal e com as associações empresariais mais vocacionadas para o turismo”, salientou o líder da autoridade turística nacional, deixando ainda uma nota de solidariedade para toda as populações que estão a sofrer com a sequência de tempestades.
Quem são os beneficiários do programa? O que devem fazer?
- Pessoas com residência principal num dos concelhos abrangidos pelo estado de calamidade, cuja necessidade de alojamento temporário seja comprovada por declaração emitida pela respetiva câmara municipal.
- Trabalhadores de entidades públicas e associações destacados para os trabalhos de reconstrução, nos concelhos em causa, desde que as despesas não estejam cobertas pelas respetivas entidades, circunstância demonstrada por declaração emitida pelo Turismo de Portugal, mediante indicação daquelas entidades.
- Os beneficiários devem dirigir-se à câmara municipal para reconhecimento do estado de necessidade de alojamento temporário de forma a apresentar essa declaração junto da empresa turística e poder fazer o check-in.
O programa “O turismo acolhe” vigora oficialmente até 28 de fevereiro de 2026, mas poderá ser prorrogado em função da evolução da situação. Ao longo deste mês, o Turismo de Portugal vai ficar a cargo da gestão integral do programa, incluindo o pagamento às empresas aderentes que desejarem aceder ao apoio financeiro, e da monitorização da sua implementação, em estreita articulação com as associações empresariais do setor.
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