Apoios à indústria, defesa e IA do Banco de Fomento tiveram 5.067 candidaturas
No concurso da Inteligência artificial, o Banco de Fomento recebeu mais de 3.700 candidaturas. Na defesa e na indústria, nas primeiras fases, como são de grandes empresas, teve pouco mais de 400.
Foram 5.067 empresas as empresas que concorreram ao Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), sob a gestão do Banco de Fomento, que têm subjacente um investimento de 2,7 mil milhões de euros e 1,4 mil milhões de euros de subvenção, o que supera os 932 milhões de euros de dotação do instrumento.

Em audição na Comissão de Economia, o CEO do Banco de Fomento revelou que no concurso da Inteligência artificial foram recebidas mais de 3.700 candidaturas, enquanto na defesa e na indústria, nas primeiras fases, como são de grandes empresas, chegaram pouco mais de 400 candidaturas.
“O BPF analisa risco e, por isso, 89% das candidaturas (em número) e 90% (em montante) estão aprovadas, o que [mostra] a qualidade das empresas que se estão a candidatar”, sublinhou Gonçalo Regalado, que explicou que no caso do concurso para apoios na IA só foram aceites as candidaturas com mérito superior a quatro, numa escala de cinco, e na defesa e reindustrialização esse vaor fpio de 3,5.
O presidente do BPF aproveitou para defender as “grandes vantagens” do modelo seguido no IFIC já que análise de risco e validação de KYC é feita pelo BPF e pela banca comercial e a parte mais técnica pela Estrutura de Missão Recuperar Portugal. “Cada um tem o seu papel e comunicam através da plataforma da Recuperar Portugal”, sublinhou.
Às dúvidas dos deputados sobre eventual facilitismo, ausência de rigor ou falta de penalização dos empresários em caos de fraude, Regalado recordou que o BPF reporta à central de risco do Banco de Portugal e “nenhuma empresa quer ficar lá registada”.
Quanto aos calendários de decisão das candidaturas ao IFIC, o CEO do Banco de Fomento sublinhou que as primeiras comunicações foram feitas a 5 de fevereiro, para as 3.694 empresas que se candidataram aos apoios para inteligência artificial que tinham subjacente uma proposta de investimento de 801 milhões de euros. Já as candidaturas para os projetos de Defesa e Reindustrialização, quer nas fases 1 e 2 serão comunicadas a 19 e 25 de fevereiro respetivamente.
Recorde-se que foi o próprio Gonçalo Regalado que a 16 e janeiro, anunciou a uma plateia de CFO que já tinha quase 95% das candidaturas aprovadas na área da defesa e da reindustrialização no âmbito do IFIC e que as aprovações deveriam ser comunicadas no final do mês.

Gonçalo Regalado iniciou a sua intervenção a explicar que o banco começou por ter 1.300 milhões de euros de dotação de investimento, ou seja, 6% do PRR (à data), quando a execução do plano estava nos 28%. Destes 1.300 milhões de euros, 850 milhões de euros foram mobilizados para instrumentos de capital e os restantes 450 milhões de euros utilizados para a mobilização de 7.000 milhões de euros, nomeadamente para as pequenas e médias empresas inovadoras.
Este valor, conforme adiantou, vai permitir às empresas portuguesas ter acesso, em mais de dez bancos às garantias europeias. “Deixámos o campeonato nacional das garantias mútuas e passámos a jogar também no campeonato europeu, na Champions”, destacou.

Gonçalo Regalado disse ter encontrado um banco que fazia apenas 500 milhões de euros em garantias e que, em 2025, foi possível fazer mais por mês do que no acumulado de 2024. A isto soma-se uma equipa “muito insatisfeita”, com saídas de trabalhadores, e 790 recomendações de supervisão do Banco de Portugal, sendo que mais de 300 já foram fechadas, segundo os dados apresentados aos deputados.
“O nosso mandato leva agora 14 meses. Portugal começou na 16.ª posição e num ano passámos para o ‘top’ cinco europeu”, destacou, referindo-se aos novos investimentos, financiamento e garantias em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).
Regalado, que sucedeu a Ana Carvalho enquanto presidente executivo do BPF, referiu ainda ter herdado 120 milhões de euros de dívida. Neste valor, encontrava-se alguma da dívida “mais desafiante”, nomeadamente aos empresários, do tempo da Covid-19. Nos primeiros três meses de mandato, foram liquidados 37 milhões de euros.
O banco contabilizava ainda 48 milhões de euros de dívida dos programas operacionais do Portugal 2020, sendo que 42 milhões de euros foram pagos.
(Notícia atualizada com mais informação)
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