Kristin. Mais de 2.000 empresas já recorreram às linhas de crédito
Na terça-feira já havia 162 empresas com 62 milhões de euros com contratos emitidos por seis bancos, contabilizou Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento.
O presidente executivo do Banco de Fomento revelou que 2.038 empresas já se candidataram às linhas de crédito disponibilizadas pelo Governo para fazer face aos efeitos do mau tempo, num montante global de 627 milhões de euros
“Recebemos 2.038 candidaturas que já aprovámos em sete dias, data em que abriu o portal da banca, com uma dimensão de 627 milhões de euros. Todos os bancos já apoiaram, todos estão a mobilizar-se para visitar as empresas para recolherem as declarações e fazerem este trabalho”, disse o CEO do Banco de Fomento, na comissão parlamentar de Economia.
Gonçalo Regalado detalhou que “517 destes 627 milhões que foram candidatados estão completos em 1.728 empresas”. “Isto em apenas uma semana”, frisou.

Além disso, o responsável anunciou aos deputados que na terça-feira “já havia 162 empresas com 62 milhões de euros com contratos emitidos por seis bancos, os cinco maiores bancos do país e o Crédito Agrícola, que tem um peso muito substantivo na região”.

As empresas têm à sua disposição duas linhas operacionalizadas pelo Banco de Fomento: uma de mil milhões para apoio ao investimento com a possibilidade de 10% do crédito ser convertido em apoios a fundo perdido e uma outra de 500 milhões para tesouraria. A primeira não está abrangida pelo regime de minimis. Só a linha de tesouraria de 500 milhões de euros conta para os limites das ajudas de Estado, como avançou o ECO esta quarta-feira. Este será uma das dúvidas que será esclarecida dos empresários na sessão de esclarecimento que está prevista para esta quarta-feira em Leiria e na Figueira da Foz e na qual Gonçalo Regalado irá participar.
O presidente do Banco de Fomento revelou ainda aos deputados que 20% dos apoios do Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC) são nos 68 municípios nos quais foi decretado o estado de calamidade, revelou Regalado, garantindo que o banco vai continuar a apoiar estas empresas apesar da calamidade.
“Tenho muito orgulho de vos dizer que há 33 empresas com 63 milhões que são do Ovar, há 135 empresas que são do concelho de Leiria, com 60 milhões de euros, mas também há empresas em ílhavo, Estarreja, Aveio, Figueira da Foz, Coimbra, Marinha Grande, Santarém, Porto Mós e que temos praticamente mil empresas das cinco mil que se candidataram que têm 605 milhões de investimento que foi candidatado, avaliado antes da catástrofe e estava desenhado para ser o próximo passo de ampliação destes empresários”.
“Vamos continuar a aprovar apesar destes impactos. Estes 984 empresários que se candidataram com 605 milhões de investimento dos quais 93 milhões são na defesa, 193 na IA e 318 milhões, mais de metade na indústria, porque isto são concelhos com muito peso da indústria”, explicou.
“Estes empresários vão continuar a ter uma resposta afirmativa do Banco de Fomento e se o pudermos fazer cá estaremos para ter um IFIC fase 2 para podermos continuar a apoiar estas empresas”, concluiu garantindo que “não faltará nem apoio nem financiamento”.
(Notícia atualizada com mais informação)
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