Portugal paga 3,14% para se financiar a 10 anos, menos 11 pontos base face à última emissão
O Estado financiou-se em 1.381 milhões num leilão de obrigações do Tesouro a 3 e 10 anos, superando o teto inicial. A 10 anos pagou 3,142%, menos 11 pontos base do que em janeiro.
A República voltou esta quarta-feira ao mercado obrigacionista para se financiar em 1.381 milhões de euros, ficando acima do teto máximo de 1.250 milhões de euros definido inicialmente pelo IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.
A operação foi realizada pelo IGCP, liderado por Pedro Cabeços, por via de um leilão de duas linhas de obrigações do Tesouro a três e dez anos: OT 1,95% 15jun2029 e OT 3,25% 13jun2036.
Na linha obrigacionista com a maturidade a dez anos, a República pagou 3,142% para colocar no mercado 673 milhões de euros, contando com uma procura 2,02 acima da oferta. Trata-se de um preço de 11,02 pontos base abaixo do que pagou no início do ano na emissão sindicada a 10 anos, justamente com a mesma linha obrigacionista, que resultou no financiamento de 4.000 milhões de euros, numa procura de 12,3 vezes acima da oferta e numa yield de 3,254%.
Na linha de maturidade mais curta, o Estado pagou 2,178% para se financiar em 708 milhões de euros, com a operação a contar com uma procura 2,28 vezes acima da oferta. Neste caso, o custo pago pela República ficou 9,1 pontos base acima da última emissão semelhante, realizada a 12 de outubro de 2022. Na altura, o leilão contou com uma procura de 3 vezes acima da oferta e resultou na emissão de 349 milhões de euros com uma yield de 2,087%.
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Após a realização deste leilão, a OT 1,95% 15jun2029 apresenta um saldo-vivo de 13.787 milhões de euros e a OT 3,25% 13jun203 4.673 milhões de euros.
A curva de rendimentos de Portugal apresenta atualmente uma queda da yield da generalidade das obrigações do Tesouro, inclusive dos títulos a três e dez anos, que registam uma correção de 2,3 e 0,2 pontos base, respetivamente.
As obrigações do Tesouro a três anos negoceiam com uma taxa média ponderada de 2,205% e os títulos a dez anos com uma yield de 3,15%.
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