Brisa diz que não há prazo de conclusão das obras de reparação na A1

Concessionária de autoestradas está a realizar trabalhos de estabilização para evitar que haja mais danos junto ao troço da A1 que abateu esta quarta-feira, junto ao Mondego.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

A Brisa Concessão Rodoviária adiantou, esta quinta-feira, que está a realizar trabalhos de estabilização na A1, junto ao troço que desabou na quarta-feira à noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, em Coimbra. A prioridade da intervenção é evitar que haja mais danos nas duas faixas de rodagem, com a concessionária a adiantar que “não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação“.

A Brisa “está a realizar trabalhos de estabilização do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, na A1, que se materializam em duas fases: a primeira, focada no sentido Norte-Sul e a segunda, focada no sentido Sul-Norte”, explica a empresa, em comunicado.

A empresa acrescenta, na mesma nota, que a prioridade é, atualmente “a implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem”. Conforme detalha na mesma nota, “os trabalhos em curso consistem na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul, tendo sido mobilizados para o local, até ao momento, mais de três dezenas de camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldozer e duas escavadoras”.

A segunda fase dos trabalhos, diz a Brisa, terá como objetivo estabilizar os solos sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma.

O desabamento da principal autoestrada que liga Lisboa e o Porto ocorreu durante a noite, já depois de a concessionária ter confirmado ao final da tarde de quarta-feira que o trânsito na A1 foi cortado entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento de um dique no rio Mondego.

Face aos danos causados na infraestrutura, a Brisa refere que “não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação”, adiantando que “tem como prioridade garantir a segurança de trabalhadores e minimizar transtornos para os clientes”.

Com 70 profissionais no terreno, a Brisa está a trabalhar em estreita articulação com o Ministério das Infraestruturas e Habitação, Instituto da Mobilidade e dos Transportes, Guarda Nacional Republicana, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Agência Portuguesa do Ambiente e LNEC. Equipas técnicas do LNEC e das Infraestruturas e Habitação estão também a acompanhar os trabalhos da concessionária.

Como alternativa à A1, os utilizadores podem usar a A8/A17/A25 ou o IC2.

(Notícia atualizada)

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