Lisboeta Delox levanta 1,6 milhões para limpar fungos em laboratórios da Europa e Estados Unidos

Financiamento da 'spin-off' da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, dedicada à biodescontaminação, foi liderado pela Beta Capital e contou ainda com o BEI e a Caixa Capital.

A startup portuguesa Delox, uma spin-off da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa que se dedica à biodescontaminação de laboratórios, concluiu uma ronda de investimento série A no valor de 1,6 milhões de euros para acelerar o desenvolvimento de produtos e expandir para novos mercados.

A ronda de financiamento na empresa da área científica foi liderada pela Beta Capital, contando ainda com a participação do Banco Europeu de Investimento e da Caixa Capital. O objetivo é entrar noutros países europeus e nos Estados Unidos e consolidar a atividade nos setores da saúde, farmacêutica e investigação científica.

“Este apoio permitirá acelerar a entrada em mercados altamente regulados, como é o caso de diferentes países da Europa ou os Estados Unidos, e escalar soluções que respondem a desafios reais na saúde e na investigação científica”, diz o cofundador e CEO da Delox, Fadhil Musa, em comunicado divulgado esta quinta-feira.

Os fundos serão maioritariamente direcionados para os processos de certificação europeia e norte-americana, portanto na Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) e na EPA – Environmental Protection Agency, bem como para aumentar a capacidade de produção da tecnologia (DeloxHP). A verba servirá também para financiar a investigação e desenvolvimento (I&D) do projeto Delox Air, uma solução de biodescontaminação do ar compatível com a presença humana.

“A abordagem distintiva da Delox Box no processo de biodescontaminação, significa poupança de tempo, recursos e evita a utilização de agentes nocivos para os humanos, ao mesmo tempo que garante a sua eficácia e segurança”, começou por explicar o diretor de investimento da Beta Capital, Bernardo Pequito.

“Esta proposta de valor, aliada à capacidade da Delox em perseguir a sua visão com clientes, parceiros e equipa a nível global, foi determinante para a decisão da Beta Capital em liderar esta ronda de investimento, assumindo uma participação ativa na construção desse trajeto”, garantiu o investidor.

Fundada em 2018, a Delox trabalha para eliminar contaminantes biológicos, como bactéria, fungos ou vírus, em superfícies e ambientes através de uma equipa de oito colaboradores nos escritórios e laboratórios do Tec Labs – Centro de Inovação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. O principal equipamento tecnológico (Delox Box) faz biodescontaminação de instrumentos laboratoriais através de uma tecnologia com base em peróxido de hidrogénio.

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