“Não comentamos possíveis implicações locais”, diz Heineken. Cervejeira vai despedir até seis mil pessoas

  • ECO e Lusa
  • 12 Fevereiro 2026

Empresa neerlandesa opera em Portugal através da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas. "A Heineken está a acelerar a produtividade em grande escala para gerar poupanças significativas", diz.

A cervejeira Heineken, com sede nos Países Baixos, recusa comentar se haverá despedimentos em Portugal no âmbito do plano de reestruturação internacional que envolve milhares de saídas de trabalhadores. A empresa opera em Portugal através da Sociedade Central de Cervejas e Bebidas (SCC).

“Anunciámos que a Heineken está a acelerar a produtividade em grande escala para gerar poupanças significativas, reduzindo 5.000 a 6.000 postos de trabalho nos próximos dois anos. Neste momento, só podemos divulgar este número a nível global e não podemos comentar sobre possíveis implicações locais”, indica fonte oficial da Heineken ao ECO.

A cervejeira multinacional neerlandesa Heineken anunciou esta quarta-feira que irá extinguir cinco a seis mil postos de trabalho e justificou a decisão com “difíceis condições de mercado”. O objetivo é “aumentar a produtividade em larga escala para conseguir uma redução de custos significativos”.

Mantemos uma postura cautelosa em relação às condições do mercado cervejeiro no curto prazo”, disse o diretor-executivo da Heineken, Dolf van den Brink, que já tinha assumido em janeiro que vai sair da empresa, após quase seis anos a dirigi-la.

Esta segunda maior cervejeira do mundo, a seguir à AB InBev (Budweiser, Corona, Stella Artois, Skol, Brahma, entre outras marcas), está a enfrentar dificuldades de penetração e vendas, principalmente nos Estados Unidos da América e na Europa.

Em outubro, a Heineken já havia anunciado a eliminação ou transferência de 400 postos de trabalho como parte de uma grande reorganização de sua sede em Amesterdão, aproveitando as possibilidades das novas tecnologias disponíveis, numa empresa que conta com cerca de 87.000 trabalhadores em todo o mundo.

A portuguesa SCC integra, desde 2008, o grupo Heineken, e tem três unidades de produção — uma em Vialonga, para as área de cervejas e sidras, bem como duas de captação e engarrafamento da água Luso, a água de nascente do Cruzeiro e a água mineral natural gaseificada Castello, além de uma empresa de distribuição, a Novadis. O número de trabalhadores era de aproximadamente 1.600 no verão passado.

Na bolsa de Amesterdão, as ações da Heineken tiveram uma reação positiva nos últimos dois dias. Os títulos encerraram a sessão desta quinta-feira com um valorização de 2,90% para 80,12 euros cada.

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