Troço da A1 desaba em Coimbra e vai demorar “semanas” a reparar. Conheça as alternativas

  • ECO e Lusa
  • 12 Fevereiro 2026

Abatimento na principal autoestrada do país aconteceu no local onde o dique rebentou em Casais, na margem direita do Mondego, ao quilómetro 191. Brisa sugere alternativas através da A8/A17/A25 ou IC2.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Um troço da Autoestrada 1 (A1) desabou na quarta-feira à noite na sequência do rompimento do dique nos Casais, em Coimbra. A Brisa indicou que o abatimento ocorreu na placa sobre o aterro que dá acesso ao viaduto naquela zona.

Fonte do Comando Geral da GNR confirmou à Lusa danos na plataforma da A1, na zona junto ao local onde o dique rebentou em Casais, na margem direita do Mondego, ao quilómetro 191.

A concessionária já tinha confirmado ao final da tarde de quarta-feira que o trânsito na A1 foi cortado entre o nó de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos, devido ao rebentamento de um dique no rio Mondego. A GNR indicara que a principal alternativa a este corte é o Itinerário Complementar 2 (IC2).

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, referiu em declarações à SIC Notícias que o Governo sabia o que se estava a passar e que “o problema estava a ser monitorizado há vários dias pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC)”.

“A situação é absolutamente extraordinária. As águas foram cavando por baixo da estrutura e deu-se o colapso visível nas imagens. Com tranquilidade, estamos a acompanhar, estamos preocupados”, frisou. Pinto Luz acrescentou que o Governo mandou encerrar a circulação na A1 para evitar riscos para a população.

Ministro diz que irá demorar “semanas” a reparar troço

Entretanto, o ministro admitiu que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.

Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas “a velocidade e a violência das águas”, que descreveu como “uma situação absolutamente anormal”.

A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR – Brisa Concessão Rodoviária.

“Temos 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Na quinta-feira de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento”, disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, “é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem”, admitiu o ministro. Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, “pode alastrar” para o outro sentido.

Acrescentou ainda que, “enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo”. “Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviço dos portugueses”, admitiu Pinto Luz.

“O compromisso do Governo é de absoluto comprometimento com esta solução. Estamos com todos os meios mobilizados e não sairemos daqui enquanto não conseguimos com todas as equipas colocar outra vez a A1 em funcionamento”, garantiu o ministro.

Brisa sugere alternativas através da A8/A17/A25 ou IC2

A Brisa sugere aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.

Num comunicado enviado às redações, a concessionária admitiu que, “não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação”, está empenhada em “minimizar transtornos” e que “poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2”.

A BCR – Brisa Concessão Rodoviária confirmou o abatimento de parte do pavimento da plataforma da A1, no sentido Norte-Sul, na sequência da rutura de um dique do Rio Mondego, e explicou que o abatimento ocorreu “cerca de três horas após o corte total da A1, feito de forma preventiva, no sublanço de Coimbra Norte e Coimbra Sul – entre os KM 198 e KM 189 – e não representou, em nenhum momento, qualquer risco para utilizadores e trabalhadores”.

A Brisa fez saber que está a monitorizar o desenvolvimento da situação desde o dia 2, “com vistorias permanentes, e tem no terreno, neste momento, mais de 30 operacionais”, estando a trabalhar em coordenação com as várias instituições no âmbito da proteção civil e autoridades nacionais e locais.

A A1 foi preventivamente encerrada pouco depois das 18:00 de quarta-feira em Portugal continental, nos dois sentidos, no sublanço entre Coimbra Norte e Coimbra Sul, na sequência da rutura do dique que canaliza o Rio Mondego.

Tempestades já causaram 16 mortos

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu na terça-feira, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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