Faculdades de Medicina e Direito da Universidade Nova aceitam ter nome em português. SBE e IMS em silêncio

Despacho orientador do reitor da Universidade Nova de Lisboa indica que faculdades têm de ter designação em português. School of Law e Medical School sinalizam ao ECO que vão acatar.

A polémica está instalada no seio da Universidade Nova de Lisboa. Um despacho orientador emitido pelo reitor veio indicar que todas as faculdades têm de ter uma designação em português (embora possam acrescentar uma versão em inglês, num modelo bilingue), o que tem gerado críticas.

Ainda assim, ao ECO, a Medical School e a School of Law já sinalizaram que vão acatar a orientação. Em contraste, a School of Business and Economics (Nova SBE) e a Information Managment School (Nova IMS) estão em silêncio, apesar de terem sido questionadas sobre o assunto.

“A escola encontra-se já a trabalhar no cumprimento do despacho da reitoria da Universidade NOVA de Lisboa, com vista à implementação das orientações definidas dentro do prazo estabelecido, o qual, embora exigente, é considerado exequível“, garante fonte oficial da Nova Medical School.

Em resposta enviada ao ECO, essa faculdade reitera também o seu compromisso com o “projeto comum da Universidade Nova de Lisboa, assegurando a projeção externa e a comunicação em língua inglesa nos contextos adequados”.

"A escola encontra-se já a trabalhar no cumprimento do despacho da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, com vista à implementação das orientações definidas dentro do prazo estabelecido, o qual, embora exigente, é considerado exequível.”

Faculdade de Ciências Médicas | NOVA Medical School

Já a Nova School of Law sublinha que esta orientação “reflete práticas que já vêm sendo adotadas”. “Ou seja, no que respeita à denominação, nos documentos oficiais da Universidade, essa designação já se encontrava refletida, não havendo qualquer constrangimento“, detalha fonte oficial.

“O nosso foco mantém-se num ensino e investigação de qualidade e na captação nacional e internacional de estudantes, professores e investigadores de todas as geografias“, acrescenta a faculdade.

"Esta orientação institucional reflete práticas que já vêm sendo adotadas. Ou seja, no que respeita à denominação, nos documentos oficiais da Universidade, essa designação já se encontrava refletida, não havendo qualquer constrangimento.”

Nova School of Law

Entre as várias escolas da Universidade Nova de Lisboa, há outras duas que, neste momento, têm uma designação em inglês: a Nova SBE e a Nova IMS. Desde quarta-feira que o ECO tem questionado estas duas faculdades sobre o despacho orientador em causa (nomeadamente, sobre o seu potencial impacto na internacionalização), mas ambas ainda não emitiram qualquer esclarecimento ou comentário.

O despacho emitido pelo reitor, Paulo Pereira, indica que, no prazo de três meses, as faculdades da Universidade Nova de Lisboa vão ter de escolher: ou ficam com uma designação oficial em português ou juntam uma versão portuguesa à designação inglesa, num modelo bilingue.

Admite-se, ainda assim, que nas comunicações institucionais internacionais, seja utilizada apenas a versão inglesa, em particular quando estão em causa comunicações dirigidas exclusivamente a públicos estrangeiros.

Além disso, o despacho esclarece que os elementos gráficos e os logótipos das faculdades não estão sujeitos à obrigatoriedade de conter a denominação em português, “por constituírem representações visuais e identitárias da composição artística e coerência de marca”.

Perante estas orientações, Pedro Santa Clara, professor da Nova SBE e um dos principais responsáveis pelo projeto do campus de Carcavelos dessa faculdade, tem endereçado duras críticas, através das redes sociais, à reitoria da Universidade Nova de Lisboa, defendendo mesmo que a escola de negócios se tornasse num instituto independente.

Já à Lusa, fonte oficial da reitoria explica que a decisão “surge na sequência de uma recomendação da Inspeção-Geral da Educação e Ciência, homologada ministerialmente, e de um pedido de esclarecimento do Ministério Público sobre a matéria”.

O ECO enviou também questões ao Ministério da Educação. Até ao momento, o gabinete de Fernando Alexandre não prestou qualquer esclarecimento.

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