Salário médio em Portugal sobe 5,6% para 1.694 euros brutos por mês
Salário médio voltou a aumentar em 2025. Em causa está uma subida de 5,6%, o correspondente a uma desaceleração face ao reforço que tinha sido registado em 2024 (6,3%).
O salário médio dos trabalhadores em Portugal aumentou para 1.694 euros brutos por mês, no último ano. Os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que foi registada uma subida de 5,6% face a 2024. Em termos reais (isto é, descontando a evolução dos preços), o ordenado médio subiu 3,2% em 2025 face ao ano anterior.
“No ano de 2025, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador foi de 1.694 euros, tendo aumentando 5,6% em termos nominais e 3,2% em termos reais“, informa o gabinete de estatísticas, num destaque publicado esta manhã.
Ora, em 2024, o vencimento médio tinha crescido 6,5% em termos nominais e 3,9% em termos reais, o que significa que o ano de 2025 acabou por ser sinónimo de um arrefecimento dos salários.
A remuneração total inclui não só o salário, mas também, por exemplo, o subsídio de refeição e as horas extraordinárias. O INE divulga, por isso, também os dados relativos à trajetória da componente base (que reflete, como o nome indica, somente o vencimento base) e da componente regular (que exclui, nomeadamente, os subsídios de férias e Natal, pelo que tem um comportamento menos sazonal).
No que diz respeito ao vencimento base médio, o gabinete de estatísticas dá nota de que, em 2025, foi registado um acréscimo de 5,2% para 1.277 euros. Em termos reais, o aumento foi de 2,8%. Também aqui houve um abrandamento face às subidas registadas em 2024 (6,1% e 3,6%, respetivamente).
Já no que diz respeito à remuneração bruta regular mensal, o último ano ficou marcado por um aumento nominal de 5,4% e real de 3,0%, atingindo os 1.365 euros. Em 2024, as subidas tinham sido de 6,5% e 4,0%, respetivamente. Ou seja, também na componente regular houve um arrefecimento no último ano.
Quanto às diferenças entre os vários setores da economia portuguesa, o INE indica que em 2025 a remuneração média mais baixa foi verificada na agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca (1.086 euros), enquanto a mais elevada foi contabilizada na eletricidade, gás, vapor, águas quente e fria, e ar frio (3.476 euros).
Ainda assim, em relação a 2024, o setor da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca A e o setor das atividades da
Administração Pública e Defesa, e Segurança Social obrigatória foram os que registaram os maiores aumentos (11,2% e 6,9%, respetivamente). Já o referido setor com o salário médio mais expressivo foi o que registou o menor aumento (1,5%).
Por outro lado, os dados divulgados esta manhã permitem perceber que, em 2025, enquanto a remuneração total média na Função Pública foi de 2.244 euros (tendo aumentado 6,3% face a 2024), no setor privado foi de 1.483 euros (tendo subido 5,4%).
“Considerando o efeito da inflação, em termos reais, a remuneração total das Administrações Públicas aumentou 3,9% entre 2024 e 2025 (tinha aumentado 5,4% entre 2023 e 2024). No setor privado, o aumento anual real, em 2025, foi de 3,0% (tinha aumentado 3,7% em 2024)”, aponta o gabinete de estatísticas.
Abrandamento no final do ano?
Além dos dados anuais, o INE publicou esta manhã os dados trimestrais (relativos aos últimos três meses do ano) do salário médio praticado em Portugal, e estes mostram que o fim de 2025 ficou marcado por um abrandamento dos vencimentos.
“Em dezembro de 2025, a remuneração bruta total mensal média por trabalhador (por posto de trabalho) aumentou 5,1%, passando de 1.786 Euros em dezembro de 2024 para 1.877 euros um ano depois. Esta variação foi inferior à observada em setembro de 2025 (5,4%)”, sublinha o INE.

Já no que diz respeito à remuneração regular, o quarto trimestre foi sinónimo de um aumento homólogo de 5,1% para 1.370 euros. No trimestre anterior, a subida tinha sido de 5,2%.
Quanto ao salário base médio, entre outubro e dezembro, registou-se um acréscimo de 5,4%, para 1.282 euros brutos mensais. Neste caso, houve uma aceleração, isto é, “a variação relativa foi superior à observada em setembro de 2025 em 0,3 pontos percentuais”, observa o INE.
“Ajustando para a inflação, as remunerações analisadas (total, regular e base) registaram, respetivamente, as seguintes variações homólogas reais: 2,8%, 2,8% e 3,0%. Em relação ao trimestre terminado em setembro de 2025, assistiu-se a uma aceleração das remunerações reais (de 2,4% para 3,0% no caso da remuneração base, por exemplo)”, indica ainda o gabinete de estatísticas.
(Notícia atualizada às 11h46)
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