Diretor do INEM ganha 5700 euros por mês em teletrabalho
Conselho diretivo do INEM propôs a Miguel Soares de Oliveira reduzir o trabalho remoto para três dias por semana, mas esse contrato nunca foi assinado. Diretor pediu fundamentação, que nunca chegou.
O diretor de Formação demissionário do INEM, Miguel Soares de Oliveira, trabalha em regime de teletrabalho desde junho de 2021 e manteve esse modelo quando assumiu funções de direção em junho de 2025, segundo o Correio da Manhã. O médico optou por manter o salário de origem como assistente graduado, recebendo cerca de 5700 euros brutos mensais (incluindo despesas de representação).
Em outubro de 2025, após um pedido de Miguel Soares de Oliveira, para manter o teletrabalho, o conselho diretivo do INEM propôs reduzir o teletrabalho de cinco para três dias por semana, com dois dias presenciais, mas o contrato com estas novas condições nunca foi assinado. Miguel Soares de Oliveira disse ao jornal que pediu fundamentação legal para a alteração, que não recebeu, mantendo-se em vigor o contrato inicial de 2021, renovado automaticamente, quando assumiu as funções de coordenador do Programa Nacional de Desfibrilhação Automática Externa do INEM. No final de 2025, Miguel Soares de Oliveira voltou a solicitar autorização para teletrabalho a tempo inteiro, sem resposta até ao momento.
O INEM confirmou ao Correio da Manhã que o médico se demitiu do cargo a 12 de fevereiro, invocando “motivos pessoais”. Soares de Oliveira rejeita qualquer ligação entre a demissão e o regime de teletrabalho e defende que a função é compatível com trabalho remoto.
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