Kristin. Continente antecipa 20 milhões de euros em pagamentos a fornecedores
Dona do Pingo Doce também garante que vai manter contratos com fornecedores locais e está a tomar medidas como antecipação de pagamentos e flexibilização de entregas.
O Continente vai implementar, ao longo deste mês, um modelo de antecipação de pagamentos a produtores nacionais no valor de 20 milhões de euros, para apoiar os produtores afetados pela depressão Kristin. Além desta medida, os supermercados detidos pela Sonae estão ainda a negociar com empresas especializadas na reconstrução de estufas, para encontrar “soluções mais rápidas, eficientes e competitivas”.
“A produção nacional é um pilar estruturante da atividade da empresa e não é condicionada por eventos climáticos pontuais”, garantiu o Continente, em resposta a perguntas enviadas pelo ECO, explicando que a empresa está a promover a “implementação de um modelo de antecipação de pagamentos a produtores nacionais, no valor de 20 milhões de euros, com o objetivo de reforçar a liquidez dos produtores mais fragilizados”, uma solução que será aplicada ao longo deste mês, nota.
Para apoiar diretamente as explorações atingidas, o Continente está a desenvolver duas medidas imediatas: negociação em escala com empresas especializadas na reconstrução de estufas, permitindo soluções mais rápidas, eficientes e competitivas e implementação de um modelo de antecipação de pagamentos a produtores nacionais, no valor de 20 milhões de euros, com o objetivo de reforçar a liquidez dos produtores mais fragilizados.
Segundo a mesma fonte, a empresa de distribuição está a desenvolver estas duas medidas imediatas — antecipação de pagamentos e negociação para acelerar reconstrução de estufas — para apoiar as explorações atingidas.
Sobre o impacto do temporal nos fornecedores, o Continente realizou um levantamento exaustivo junto dos produtores integrados no Clube de Produtores Continente para avaliar o impacto nas explorações afetadas.
“Este trabalho permitiu identificar danos significativos em dois setores chave: Frutas e Legumes – com um total de 149.000 m² de estufas danificadas (88.000 m² com estruturas comprometidas e 61 000 m² com danos nos plásticos) – e na produção animal, onde a ausência prolongada de energia comprometeu o aquecimento e alimentação de suínos e aves”, explicou.
A empresa garante ainda que “o Continente continuará a acompanhar de forma permanente a evolução da situação e a trabalhar em estreita articulação com os seus parceiros, assegurando uma recuperação célere das explorações e garantindo, simultaneamente, a estabilidade do abastecimento aos consumidores“.
Pingo Doce garante contratos e também antecipa pagamentos
Também a Jerónimo Martins, que detém os supermercados Pingo Doce, adianta que “está a acompanhar, com preocupação, os fortes impactos que a situação de mau tempo no nosso país está a causar nas explorações agroalimentares dos nossos fornecedores”.
“As frutas frescas, em especial os morangos e os citrinos, e a área de legumes, nomeadamente alfaces, curgetes e couves, são as áreas mais afetadas, devido à impossibilidade ou dificuldade com que os fornecedores se debatem para aceder às explorações para fazer a colheita, assim como devido à destruição de infraestruturas causada pelo vento extremo que se fez sentir nestas localizações”, acrescenta fonte oficial do Grupo Jerónimo Martins, em respostas ao ECO.
O nosso foco é o apoio aos nossos parceiros e não estamos a alterar nenhuma fonte de abastecimento para outras origens. Isso passa por garantir os contratos e os compromissos assumidos anteriormente em termos de volumes e de preços, pela antecipação de pagamentos a fornecedores, ajustes nos prazos de entrega e flexibilidade para entrega das ordens de compra.
Perante o que considera uma situação excecional, a empresa refere que está “ao lado” dos parceiros, “defendendo as relações de longa data que mantemos com fornecedores locais e procurando, em conjunto, soluções para enfrentar os impactos decorrentes da tempestade Kristin”. “O nosso foco é o apoio aos nossos parceiros e não estamos a alterar nenhuma fonte de abastecimento para outras origens”, assegura.
A mesma fonte reforça que “isso passa por garantir os contratos e os compromissos assumidos anteriormente em termos de volumes e de preços, pela antecipação de pagamentos a fornecedores, ajustes nos prazos de entrega e flexibilidade para entrega das ordens de compra, garantindo um total alinhamento com os nossos parceiros e assegurando a qualidade e disponibilidade de produto ao consumidor”.
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