Cidades inteligentes são cidades mais resilientes. Oiça o À Prova de Futuro
A digitalização está a mudar a gestão das cidades e a relação com os munícipes. Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, e Jorge Patrício, do Meo Empresas, explicam como.
A utilização de sensores, a recolha e tratamento de dados e o recurso à inteligência artificial vieram revolucionar a gestão diárias das cidades e o seu planeamento a longo prazo.
Neste episódio do À Prova de Futuro, um podcast do ECO em parceria com a Meo Empresas, conversámos com Nuno Piteira Lopes, presidente da Câmara Municipal de Cascais, sobre a abordagem do município às cidades inteligentes.
Cascais tem já um Centro de Comando e Controlo onde monitoriza o caudal de ribeiras, o trânsito, a sinalização e semaforização ou o estado das infraestruturas críticas. Nuno Piteira Lopes defende que a recolha e tratamento de dados pode ser usada para responder a fenómenos climáticos extremos e definir investimentos que as tornem mais resilientes.
Jorge Patrício, diretor comercial para o setor público da Meo Empresas, aponta um caso prático, que já hoje é usado. “Há sensores de cheia, de enchimento, que podem ser correlacionados com dados meteorológicos, que podem ser correlacionados com dados de tráfego, em termos de volume e de velocidades. (…) E essa correlação permite, por exemplo, antecipar que haverá talvez problemas de inundações em determinadas rotas, problemas de trânsito e pode até acionar os semáforos ou a proteção civil para desviar o trânsito”, explica.
O diretor comercial da Meo Empresas refere também a importância que as Plataformas de Gestão Urbana terão para a interoperabilidade dos dados, permitindo “acelerar toda a mecânica de utilizar dados de inteligência artificial nos territórios”.
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