Kristin. Apoios diretos às empresas devem estar “em cima da mesa”, diz CEO do Montepio
Pedro Leitão defende que apoios a fundo perdido devem ter "critérios de elegibilidade concretos", ser "fáceis de traduzir em realidade” e funcionar como "instrumento complementar”.
O presidente executivo do Montepio considera que a opção dos apoios a fundo perdido às empresas das zonas afetadas pelas tempestades das últimas semanas deve estar “em cima da mesa”, estimando, contudo, que essa não será a grande fatia dos apoios necessários para a recuperação. “É importante que tenham critérios de elegibilidade concretos, que sejam fáceis de traduzir em realidade, como instrumento complementar”, defende Pedro Leitão, numa entrevista ao programa “Conversa Capital” da Antena 1 e do Jornal de Negócios (acesso pago).
Segundo o banqueiro, que está de saída da liderança do Montepio, a estimativa é de que a carteira de crédito do banco nas regiões mais afetadas pelas intempéries ronde os mil milhões de euros, considerando que as moratórias são uma ajuda importante na recuperação. “Quando introduzimos uma moratória em alguém que durante três meses não está a ganhar dinheiro, está a dedicar-se a outra coisa, a reconstruir a sua base produtiva para voltar a ativar as cadeias de produção e os fornecimentos, é natural que essas moratórias façam todo o sentido”, argumenta. Se não houvesse essas moratórias de crédito, acredita que essas empresas “poderiam entrar em incumprimento no mês seguinte”.
Pedro Leitão elogia também a “rapidez de resposta abrangente” do Banco Português de Fomento (BPF), que disponibilizou um conjunto de linhas de apoio, bem como os apoios a clientes e colaboradores de outras instituições, dos quais o próprio Montepio não é exceção. Ainda que a procura de informação tenha começado “logo nos primeiros dias”, o fluxo de empresas clientes que já recorreram a estas medidas ainda é “pequeno”, adianta, ressalvando, porém, que “entre informação e contratação há sempre algum delay“.
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