Níger e Argélia relançam gasoduto transaariano
O gás poderá ainda ser exportado da Argélia para a União Europeia através do gasoduto Transmed, que liga o Norte de África à Itália, ou sob a forma de GNL (gás natural liquefeito).
O chefe do regime militar do Níger e o presidente da Argélia anunciaram esta segunda-feira o relançamento do primeiro troço do gasoduto transaariano desde a Nigéria até à Argélia, comprovando o desanuviamento das tensas relações diplomáticas dos últimos meses.
O chefe do regime militar do Níger, o general Abdourahamane Tiani, foi recebido no palácio presidencial pelo chefe de Estado argelino, Abdelmadjid Tebboune, que afirmou que o novo troço “põe fim a um período anormal de frieza” entre as duas capitais, que surgiu no seguimento do abatimento de um drone maliano pelo exército argelino, em abril de 2025, noticia a agência francesa de notícias, a France-Presse (AFP).
O general Abdourahamane Tiani confirmou a “vontade comum de insuflar uma nova dinâmica à cooperação fraterna e à boa vizinhança” entre a Argélia e o Níger, que tinha o apoio do Mali e do Burkina Faso, que compõem a Aliança dos Estados do Sahel e têm também em comum o facto de serem governados por juntas militares que chegaram ao poder depois de golpes de Estado.
No final da reunião entre os dois chefes de Estado, foi anunciado que a retoma das relações diplomáticas “fica comprovada com a construção do gasoduto que atravessa o território” do Níger, cujos trabalhos preparatórios vão começar “logo após o mês do Ramadão”, que termina em meados de março.
Este projeto de gasoduto, com mais de 4.000 quilómetros de extensão e destinado a transportar para a Argélia o gás extraído na Nigéria, teve um novo impulso no início de 2025, com a assinatura de acordos entre Argel, Abuja e Niamey, mas ficou adiado devido à crise entre a Argélia e os países do Sahel.
O gás, que também deverá abastecer os países do Sahel, poderá ainda ser exportado da Argélia para a União Europeia através do gasoduto Transmed, que liga o Norte de África à Itália, ou sob a forma de GNL (gás natural liquefeito) transportado em navios, escreve ainda a AFP.
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