APA identifica impactos negativos “muito significativos” no projeto da central solar Sophia

  • Lusa
  • 18 Fevereiro 2026

Os impactos verificam-se ao nível da paisagem, do solo e uso do solo, do ordenamento do território e da socioeconomia. A central representa um investimento que ronda os 590 milhões de euros.

A comissão de avaliação coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou “impactes negativos significativos e muito significativos” no projeto da central solar fotovoltaica Sophia.

A APA confirmou à agência Lusa que, no âmbito do procedimento de avaliação de impacte ambiental (AIA), relativo ao projeto da Central Solar Fotovoltaica de Sophia “foram identificados impactes negativos significativos e muito significativos, designadamente ao nível da paisagem, do solo e uso do solo, do ordenamento do território e da socioeconomia”.

Adianta ainda que o processo teve igualmente em consideração os resultados da consulta pública. A central solar fotovoltaica Sophia abrange os municípios do Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, no distrito de Castelo Branco, e representa um investimento que ronda os 590 milhões de euros, para uma capacidade instalada de 867 MWp (Megawatt pico).

Trata-se de um projeto com 390 hectares de área ocupada por módulos fotovoltaicos, 435 hectares considerando todas as infraestruturas, e um total de 1.734 hectares de área vedada. Em janeiro, o promotor desta central solar fotovoltaica manifestou publicamente a sua intenção de reformular o projeto.

A APA sublinhou ainda que enquanto autoridade de Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) auscultou o proponente quanto ao eventual interesse em recorrer à figura de modificação de projeto prevista no regime jurídico da AIA, com o objetivo de evitar ou minimizar os impactes identificados.

O proponente manifestou interesse em proceder à modificação do projeto, pelo que o procedimento de AIA foi suspenso para esse efeito no dia 20 de janeiro de 2026 [prazo do procedimento de avaliação terminava no dia 9 de fevereiro], dispondo o proponente de um prazo máximo de seis meses para apresentar a respetiva proposta de modificação“.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Beira Baixa emitiu um parecer desfavorável ao projeto da central solar fotovoltaica Sophia, no âmbito da consulta pública, pelos enormes impactos na comunidade e no território.

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