Azul fecha acordo para receber injeção de capital de 200 milhões da United e American Airlines

Companhia aérea brasileira vai receber, ao todo, uma injeção de capital de 300 milhões no âmbito do plano de recuperação para sair do processo de insolvência nos EUA.

A Azul fechou o acordo com a United Airlines e a American Airlines para o reforço do capital no âmbito do processo de recuperação ao abrigo do Chapter 11. As duas companhias aéreas norte-americanas entram com 100 milhões de euros cada, a que somam mais 100 milhões de outros investidores.

A transportadora brasileira informou em comunicado que a “American e a United comprometeram-se individualmente a realizar investimentos em equity que apoiarão a capitalização da Azul na saída do Chapter 11 e estão integrados ao plano de reorganização da companhia”. Nos termos dos acordos de aquisição de ações, “cada investidor comprometeu-se, separadamente, a aportar 100 milhões de dólares, totalizando 200 milhões em novos recursos, reforçando a estrutura de capital da Azul”, acrescenta.

A entrada da United no capital da Azul será consumada no âmbito da oferta pública de ações a concretizar pela Azul no dia 20 de fevereiro. A da American será realizada “mediante a subscrição de um bónus de subscrição, nos termos e condições previstos em um contrato de subscrição de warrants também celebrado nesta data”.

A Azul, que reclama a liderança no mercado brasileiro em número de voos (800 por dia) e destinos (137), informa ainda que “celebrou um Acordo de Investimento Adicional com determinados credores existentes (as “Partes do Investimento Adicional”), o qual prevê aportes adicionais de capital na companhia no montante de 100 milhões de euros, a serem realizados no contexto da oferta pública de ações”.

A United e as Partes do Investimento Adicional celebraram acordos autónomos com a Azul que preveem a emissão de bónus de subscrição adicional que, se forem exercidos, permitem investir mais 15 e 10 milhões de dólares, respetivamente.

A transportadora avançou em maio de 2025 com um pedido de proteção de credores nos EUA, ao abrigo do capítulo 11 do código de insolvências. A concretização destas injeções de capital são um passo necessário para sair desse processo.

Em Portugal, a Azul tem um diferendo com a TAP e o Estado português, reclamando o pagamento de uma dívida de cerca de 190 milhões da antiga TAP SGPS (agora SIAVILO) referente à subscrição de obrigações convertíveis em 2012.

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