Mau tempo. Banca com exposição de 32 mil milhões nos concelhos afetados

Supervisor diz que está a acompanhar os efeitos do mau tempo. E esclarece que quem aderir à moratória não entra automaticamente na chamada "lista negra" dos devedores.

Os bancos têm uma exposição de crédito a empresas e particulares com residência fiscal em concelhos em situação de calamidade que ascende a 32 mil milhões de euros, segundo o Banco de Portugal, que “está a acompanhar os efeitos” do mau tempo que se fez sentir nas últimas semanas no país.

De acordo com o supervisor, este montante repartia-se entre 10,5 mil milhões de euros de empréstimos a empresas e 21,5 mil milhões de euros a particulares, dos quais 12,1 mil milhões de euros correspondiam a créditos à habitação própria e permanente.

“Estas exposições estão associadas a cerca de 239 mil mutuários no caso do crédito à habitação própria e permanente e a cerca de 39 mil empresas“, detalha o Banco de Portugal.

O supervisor esclarece ainda que quem aderir à moratória não entra automaticamente na chamada “lista negra” de devedores. “A adesão dos devedores a esta moratória não conduz, por si só, à reclassificação automática de risco das suas obrigações de crédito, para efeitos contabilísticos ou prudenciais”, refere.

Ainda assim, avisa que os bancos têm o dever de “manter uma adequada gestão e avaliação do risco de crédito e a proceder em conformidade com a regulamentação aplicável”.

O Banco de Portugal frisa ainda que está a monitorizar “eventuais constrangimentos no acesso a numerário, designadamente por indisponibilidade de caixas automáticos (ATM) nas zonas mais afetadas pelas tempestades” com as empresas de transporte de valores, bancos e a SIBS.

E lembra que disponibiliza um serviço de valorização de notas que permite “a título gratuito e mediante o cumprimento de determinadas regras, a substituição de notas danificadas”.

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