Portugal paga mais de 2% para se financiar em 1.750 milhões de euros a 9 e 11 meses

Os dois leilões realizados esta quarta-feira pela República a 9 e 11 meses resultaram num custo acima do preço pago em leilões semelhantes realizados no passado e numa procura superior.

O IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública realizou esta quarta-feira dois leilões de dívida a curto prazo por via das linhas de Bilhetes do Tesouro com maturidades em novembro de 2026 (9 meses) e em janeiro de 2027 (11 meses), que resultaram na emissão de 1.750 milhões de euros.

O montante alcançado ficou no teto máximo do definido pela instituição liderada por Pedro Cabeços, e o preço pago pela República em ambos os leilões ficou acima do preço pago nos últimos leilões semelhantes realizados há poucos meses.

“O custo suportado por Portugal neste leilão está em linha com as taxas do mercado secundário, evidenciando uma ligeira subida, à semelhança do que se tem verificado no mercado monetário, mas corroborando a resiliência da dívida soberana portuguesa”, refere Paulo Monteiro Rosa, economista sénior do Banco Carregosa.

No leilão a 11 meses, o Estado financiou-se em 875 milhões de euros, contou com uma procura 2,46 vezes acima da oferta e pagou 2,015%, mais 2,5 pontos base acima do preço que pagou no último leilão realizado com as mesas condições, realizado a 7 de janeiro, que contou com uma yield de 1,99% e numa procura 1,69 vezes acima da oferta, que permitiu ao Tesouro financiar-se em 1.250 milhões de euros.

No leilão a 9 meses, o IGCP também conseguiu colocar no mercado 875 milhões de euros. A taxa média ponderada ficou também acima dos 2%, fixando-se em 2,013% e contou com uma procura de 2,39 vezes acima da oferta.

No último leilão comparável, realizado a 17 de setembro por via de uma linha de Bilhetes do Tesouro com maturidade a 10 meses, a República financiou-se em 750 milhões de euros, contou com uma procura de 2,16 vezes acima da oferta e contou com uma yield de 2,005%.

A última vez que o IGCP realizou um leilão a 9 meses foi há mais de dez anos, a 15 de outubro de 2014. Na altura, o Estado financiou-se em 750 milhões de euros tendo pago 0,199% e contado com uma procura 1,47 vezes acima da oferta.

(Notícia atualizada às 13h19 com comentários de Paulo Monteiro Rosa)

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