Execução do Portugal 2030 chega a 15,3%. Programa das empresas segue no fundo da tabela
Até 31 de janeiro, por cada 100 euros de fundo programado foram aprovados 51,3 euros e executados 15,3, o que corresponde a 11,7 mil milhões de fundo aprovado e mais de 3,5 mil milhões executados.
A taxa de execução do Portugal 2030 está nos 15,3% no final de janeiro. De acordo com o boletim mensal do quadro comunitário de apoio, há 11,79 mil milhões de euros aprovados e 3,52 mil milhões executados até 31 de janeiro. O Pessoas 2030 destaca-se com a maior taxa de execução (31,4%), o dobro face ao PT20230. O Compete continua a ter a taxa de execução mais baixa (4,6%, apenas mais 0,5 pontos percentuais face ao mês anterior).


Os atrasos na execução – que têm reflexo nas baixas transferências de verbas de Bruxelas para Portugal – já levaram o Executivo a tomar diversas medidas, nomeadamente através da criação de uma linha de crédito pelo Banco de Fomento para ajudar as empresas que já têm executados pelo menos 5% dos apoios concedidos a ter um adiantamento de 40% dos incentivos, ou avançar com uma operação limpeza. Mas, sobretudo, a fazer a reprogramação do Portugal 2030, para impedir que o país perdesse 890 milhões de euros por aplicação da regra da guilhotina.
O Algarve2030 foi o último programa a cumprir a regra da guilhotina e apresentava uma taxa de execução de 8,6% dos seus 780,3 milhões de euros. Mas a taxa de aprovação sobe para 37,7%.
A taxa de execução de 15,3% em janeiro do PT2030 compara com os 33% em dezembro de 2018 do Portugal 2020, (considerado o período homólogo mais próximo, quando não havia informação mensal e apenas trimestral da execução dos fundos). Mas é preciso ter em conta que, no PT2020, a agricultura estava incluída e, nessa altura, já contava com uma taxa de execução de 53% (em dezembro de 2018), ajudando positivamente os dados globais.
A influenciar negativamente o desempenho do PT2030 está a sua entrada em vigor ainda mais tarde do que é habitual e a simultaneidade no tempo com o encerramento do PT2020 e a execução do PRR, que acabou por ter uma dotação idêntica a um quadro comunitário (22,2 mil milhões de euros), mas que tem de estar integralmente executado até 31 de agosto de 2026.
Tendo em conta os atuais níveis de execução, Bruxelas já transferiu, a título de pagamentos intermédios, 51,3 mil milhões para os 27 Estados-membros, até 31 de janeiro. “Destes, 5% ou seja 2,3 mil milhões de fundo, foram transferidos para Portugal”, lê-se na nota do Portugal 2030.”

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