Kristin. Lisboa e Vale do Tejo com 107,9 milhões de euros de prejuízos declarados na agricultura
O Oeste foi a região mais afetada, com um prejuízo declarado superior a 42 milhões de euros de norte a sul.
Os agricultores de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) declararam 107,9 milhões de euros de prejuízos na agricultura provocados pelo mau tempo desde 29 de janeiro até esta quinta-feira, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
O vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) com a pasta da agricultura, José Bernardo Nunes, disse esta quinta-feira à agência Lusa que, desde 29 de janeiro e até esta manhã, foram submetidas 1.129 candidaturas aos apoios para repor o potencial agrícola produtivo, no montante global de 107,9 milhões de euros, pendentes de análise.
Na quarta-feira de manhã, o número de candidaturas era de 1.054 e o montante declarado de prejuízos de 99,2 milhões de euros. Deste valor, 61,9 milhões são referentes a danos em armazéns e outras construções, onde estão incluídas as estufas agrícolas, 20,8 milhões em culturas permanentes, 8,4 milhões em máquinas e equipamentos de apoio, 7,3 milhões em culturas temporárias e 582 mil euros a morte de animais.
O responsável detalhou que 57 das mais de mil candidaturas ultrapassam o teto máximo do apoio definido pelo Ministério da Agricultura (400 mil euros), correspondendo a um prejuízo declarado de cerca de 55 milhões de euros. Das 57, nove casos têm um prejuízo superior a um milhão de euros.
O Oeste foi a região mais afetada, com um prejuízo declarado superior a 42 milhões de euros de norte a sul: Torres Vedras (14,2 milhões), Caldas da Rainha (7,1 milhões), Alcobaça (5,4 milhões), Nazaré (4,2 milhões), Alenquer (4,1 milhões), Bombarral (2,2 milhões), Cadaval (1,7 milhões), Óbidos (1,5 milhões), Peniche (1,4 milhões), Arruda dos Vinhos (537 mil euros) Lourinhã (337 mil) e Sobral de Monte Agraço (173 mil).
Segue-se a Lezíria do Tejo, com um prejuízo até agora de mais de 28 milhões: Azambuja (8,7 milhões), Benavente (3,7 milhões), Coruche (3 milhões), Santarém (2,9 milhões), Chamusca (2,3 milhões), Alpiarça (2,1 milhões), Rio Maior (1,9 milhões), Salvaterra de Magos (1,2 milhões), Almeirim (1,1 milhões), Cartaxo (693 mil euros) e Golegã (513 mil).
O Médio Tejo surge com 14,8 milhões de euros de prejuízos, concentrados sobretudo em Ourém (4,6 milhões), Ferreira do Zêzere (3,1 milhões), Tomar (2,2 milhões), Abrantes (1,7 milhões), Torres Novas (1,6 milhões) e Mação (716 mil euros).
A Península de Setúbal declarou até ao momento 10,4 milhões de euros, dos quais 5,4 milhões em Alcochete, 3,3 milhões no Montijo, 1,1 milhões em Palmela e 450 mil euros em Sesimbra, enquanto a Grande Lisboa 2,3 milhões de euros, a maioria dos quais em Mafra (1,5 milhões).
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