Montenegro não espera por Seguro e apresenta novo ministro da Administração Interna na próxima semana

Primeiro-ministro diz que "Governo terá a sua reposição completamente estabelecida" com a proposta que fará ao ainda Presidente da República da nomeação de um novo titular da Administração Interna.

Luís Montenegro anunciou esta quinta-feira à tarde, durante o debate quinzenal, que vai apresentar na próxima semana a proposta de um novo ministro da Administração Interna ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ainda em funções.

Ou seja, o primeiro-ministro não vai esperar pela tomada de posse do novo chefe de Estado, António José Seguro, eleito à segunda volta nas presidenciais e que deverá tomar posse a 9 de março, para escolher o sucessor de Maria Lúcia Amaral.

“A senhora ministra apresentou a sua demissão, eu próprio fiz questão de assumir as funções e, na próxima semana, o Governo terá a sua reposição completamente estabelecida com a proposta que farei ao senhor Presidente da República da nomeação de um novo titular da Administração Interna”, afirmou.

Maria Lúcia Amaral, que acumulou polémicas desde que tomou posse como ministra da Administração Interna (MAI), não resistiu às críticas sobre a presença tardia no terreno e as dificuldades de comunicação e acabou por apresentar a demissão, aceite no dia 10 pelo Presidente da República, não aceitando esperar que a crise amenizasse.

Desde então, Luís Montenegro tem assumido “transitoriamente as respetivas competências” e ainda não encontrou quem ocupe a pasta que tem triturado ministros. Com Marcelo Rebelo de Sousa esta quinta e sexta-feira em Espanha, será no regresso da sua última visita oficial que o ainda Presidente da República irá dar posse ao ou à sucessora de Maria Lúcia Amaral.

Luís Montenegro durante o debate quinzenalLusa 19 fevereiro, 2026

Durante o debate quinzenal, André Ventura notou que “há vários meses” que o Chega entendia que Maria Lúcia Amaral não reunia condições suficientes para desempenhar as funções, mas o primeiro-ministro “insistiu em mantê-la no cargo”.

“Chegaram as tempestades e disse que era necessário fazermos uma aprendizagem coletiva. Disse também que não sabia o que era isso do Plano Nacional de Proteção Civil”, criticou o líder do Chega, que acusou o próprio chefe do Executivo de “incompetência na gestão deste problema”.

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