Portugal vende quatro navios de patrulha costeira à República Dominicana

Em causa estão quatro Navios de Patrulha Costeira da classe “Tejo” para a Armada daquele país da América Central, com um valor base de 24 milhões. Contrato é assinado esta sexta-feira 20 de fevereiro.

Portugal vai fechar esta sexta-feira um contrato com a República Dominicana para a venda de quatro navios de patrulha costeira à República Dominicana, com um valor base de 24 milhões de euros, confirmou o ECO/eRadar junto do Ministério da Defesa.

A venda dos quatro navios patrulha costeira da classe Tejo — designadamente, NRP Tejo, NRP Douro, NRP Mondego e NRP Guadiana — tinha sido autorizada em despacho do Ministério da Defesa, datado de 6 de fevereiro, e publicada em Diário da República a 17 de fevereiro.

Tendo sido autorizada a alienação “de quatro navios da classe Tejo, da Marinha, a favor do Ministério da Defesa Nacional da República Dominicana, com o valor individual de 6 000 000,00 EUR (seis milhões de euros), totalizando o valor de 24 000 000,00 EUR (vinte e quatro milhões de euros)”, pode ler-se. Valor que poderá ascender a 24.370.000 euros, caso sejam acionadas “Opcionais Contratuais, previstos no contrato (Sistemas e equipamentos), a favor do Ministério da Defesa Nacional da República Dominicana”. Foi ainda determinando que “o produto da presente alienação seja consignado à Marinha”.

 

NRP Douro.

A assinatura do acordo decorre na próxima sexta-feira no forte de São João Baptista, no Porto, com o ministro da Defesa nacional, Nuno Melo, e o ministro da Defesa da República Dominicana, o tenente-general Carlos Antonio Fernández Onofre.

O acordo prevê ainda “um programa integrado de transferência de capacidades, envolvendo ações de manutenção e modernização, fornecimento de munições e sobresselentes, documentação técnica, formação e treino de guarnições e equipas de gestão, de forma a
garantir a plena operacionalização dos navios ao serviço da Armada Dominicana”, informa o Ministério de Defesa em comunicado, entretanto enviado às redações.

A entrega dos navios será “faseada”. O primeiro navio será entregue até 12 meses após a conclusão da fase logística, seguindo-se as
restantes unidades, “com prazos máximos de 20, 30 e 40 meses“, cabendo à República Dominicana o seu trânsito para o destino.

“Esta transferência constitui um contributo duplo: reforça as capacidades de patrulha e segurança marítima da República Dominicana e permite a Portugal valorizar material de guerra não necessário às Forças Armadas“, refere o Ministério da Defesa Nacional.

Em operação na Marinha desde 2016, e utilizados para missões de patrulha e vigilância marítima, controlo das águas sob jurisdição nacional, bem como busca e salvamento e segurança marítima, os navios da classe “Tejo” são unidades polivalentes, de cerca de 50 metros de comprimento e um deslocamento de 345 toneladas.

(Última atualização às 11h51)

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