⛽ Gasóleo vai subir um cêntimo, mas gasolina não mexe
A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 1,592 euros por litro de gasóleo simples e os mesmos 1,684 euros por litro de gasolina simples 95.
Os combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferenciado na próxima semana. A gasolina não deverá mexer, mas o diesel, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo, de acordo com os dados do ACP para a próxima semana.
A partir de segunda-feira, quando for abastecer, deverá pagar 1,592 euros por litro de gasóleo simples e os mesmos 1,684 euros por litro de gasolina simples 95, tendo em conta os valores médios praticados nas bombas e divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
Estes preços podem ainda sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do petróleo Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas também porque os preços finais resultam da média dos valores praticados por todas as gasolineiras. Os preços cobrados ao consumidor final podem variar consoante o posto de abastecimento.
Esta semana, o gasóleo desceu 0,4 cêntimos e a gasolina subiu um cêntimo, um comportamento ligeiramente diferente do esperado pelo mercado, que apontava para uma subida de um cêntimo da gasolina e manutenção do preço do diesel.
Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a descer 0,62%, para os 71,22 dólares por barril, mas caminham para o primeiro ganho semanal em três semanas, devido às crescentes preocupações de que um conflito possa eclodir entre os EUA e o Irão, depois de Washington ter dito que Teerão sofrerá as consequências se não aceitar um acordo relativamente ao seu programa nuclear numa questão de dias.
“Os preços do crude atingiram as cotações mais elevadas em seis meses, com as preocupações face a potenciais riscos de abastecimento no Estreito de Ormuz a manterem os mercados em alerta“, disse Priyanka Sachdeva, analista sénior de mercados da Phillip Nova, citada pela Reuters.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse na quinta-feira que “coisas muito más” aconteceriam se o Irão não chegasse a acordo sobre o seu programa nuclear, que o país afirma ser pacífico, mas que os EUA consideram de cariz militar. Trump estabeleceu um prazo de dez a 15 dias.
Entretanto, o Irão planeou um exercício naval conjunto com a Rússia, informou uma agência de notícias local, dias depois de ter encerrado temporariamente o Estreito de Ormuz para exercícios militares.
O grande produtor de petróleo está localizado em frente à Península Arábica, rica em petróleo, do outro lado do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do fornecimento global de petróleo. Os conflitos na região poderão limitar o fornecimento de petróleo ao mercado global e fazer subir os preços.
“O foco do mercado mudou claramente para a escalada das tensões no Médio Oriente, após o fracasso de várias rondas de negociações nucleares entre os EUA e o Irão, mesmo enquanto os investidores debatem se alguma perturbação real se irá materializar”, acrescentou Sachdeva.
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