Lisboa acelera na subida dos preços no residencial de luxo

ECO IA,

A capital portuguesa está no top-5 das cidades que deverão ter subidas mais elevadas do segmento de residencial de luxo no mundo, antecipa a Savills.

O mercado residencial de luxo em Lisboa regista uma forte valorização, tendo o aumento médio dos preços sido de 4,4% em 2025, e as projeções da consultora imobiliária Savills antecipam uma subida entre 4% e 5,9% em 2026. A capital portuguesa destaca‑se no grupo de cidades com subida mais elevadas dos preços deste segmento em todo o mundo.

A Savills inclui Lisboa num grupo restrito de cinco cidades mundiais com previsões de crescimento acima dos 4% no mercado residencial prime, juntando‑se a Seul, Tóquio, Madrid e Cidade do Cabo. Em termos globais, o relatório Prime Residential World Cities da Savills, que analisa 30 cidades, registou um crescimento médio de 1,8% no valor dos imóveis prime em 2025, com os preços a superarem as rendas no segundo semestre – um fenómeno inédito desde 2021.

Apesar da continuidade do crescimento, o cenário para 2026 apresenta um contexto de prudência e oferta limitada, com uma valorização média estimada em 1,3% para o mercado prime global.

Lisboa distingue‑se, segundo a Savills, pela combinação de qualidade de vida, procura internacional sólida e escassez de oferta qualificada neste segmento, fatores que sustentam o aumento dos preços a um ritmo considerado mais equilibrado que o registado em anos anteriores.

Rita Bueri, Head of Residential Lisboa da Savills, reforça que “Lisboa mantém‑se como um dos mercados residenciais prime mais sólidos da Europa, com uma base de procura que resiste a ciclos mais voláteis. Estamos a assistir a um mercado mais equilibrado, com compradores exigentes e pouca oferta qualificada, o que continua a sustentar a valorização dos preços neste segmento.”

O relatório revela ainda diferenças significativas entre mercados. Seul registou uma subida de 14,3% em 2025, com previsão de valorização entre 6% e 7,9% para 2026, impulsionada pela forte restrição de solo e escassez de produto. Tóquio, que evidenciou um expressivo crescimento de 30% no ano anterior, mantém alta procura e oferta reduzida, suscitando dúvidas sobre a sustentabilidade deste ritmo.

Madrid acompanha Lisboa no grupo das cidades com crescimento esperado entre 4% e 5,9%, beneficiando da procura interna e internacional e da falta de produto prime no centro da cidade. Outros mercados europeus como Roma, Atenas e Paris apresentam recuperação gradual depois de ajustamentos recentes, mas ainda vivem com pouca oferta nos segmentos centrais.

Nos Estados Unidos, cidades como Nova Iorque, Los Angeles e São Francisco esperam um crescimento mais moderado, geralmente inferior a 2%, limitado pelos preços elevados e condições de financiamento apertadas. No Médio Oriente, Dubai valorizou 11,2% em 2025, com subida prevista de 1,9% em 2026. Enquanto as cidades chinesas tendem a registar quedas estimadas entre -2% a -3,9%, Hong Kong sinaliza estabilização com previsão de aumento entre 2% e 3,9%.

Kelcie Sellers, Associate Director World Research da Savills, conclui que “a oferta cronicamente limitada, os fluxos de capital internacionais e a procura por cidades globais, sobretudo aquelas com forte componente de estilo de vida e vantagens fiscais, vão continuar a impulsionar o crescimento dos mercados residenciais prime em todo o mundo.

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