ANMP alerta que há prejuízos das tempestades que são “irreversíveis”
Se nada for feito, só em julho, já em plena época de incêndios florestais, será possível concluir o processo de retirada de toda a madeira das árvores que caiu por terra na sequência da tempestade.
O presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) admite que há empresas que não vão conseguir recuperar dos prejuízos provocados pelas tempestades que assolaram o país desde há quase um mês. “Não me parece que haja condições para recuperar na totalidade. Vai haver muitos prejuízos, alguns deles que são irreversíveis. Por isso, aquilo que deve ser feito é atenuar ao máximo, no sentido de garantir que a esmagadora maioria das empresas possa voltar a uma normalidade, que vai ser uma nova normalidade”, diz Pedro Pimpão, em entrevista ao programa “Conversa Capital”, do Jornal de Negócios e da Antena 1.
O autarca de Pombal diz ainda recear que aconteça o mesmo que aconteceu com os incêndios, em que muitas verbas dos apoios ainda não chegaram ao terreno: “Espero que não aconteça. Em 2017, quando foram os incêndios de Pedrógão Grande, na região de Leiria, de onde sou natural, acompanhei desde o primeiro dia aquele sentimento que numa fase inicial havia alguma generosidade nacional relativamente ao sofrimento daquele território e depois essa generosidade foi-se desvanecendo ao longo do tempo”. Para que estes apoios cheguem a quem são devidos, Pedro Pimpão considera fundamental o papel da Estrutura de Missão com quem vai reunir no próximo dia 4 de março.
Os municípios estão a alterar as prioridades definidas e a avançar com as verbas necessárias dos seus orçamentos para fazer face aos estragos das tempestades, por isso, Pedro Pimpão considera que é ainda mais urgente avançar com a revisão da Lei das Finanças Locais que, assegura, tem a garantia do Governo de que esse processo ficará concluído até ao final do ano.
Pedro Pimpão chama atenção para a falta de recursos para acudir a todas as frentes de obra: as obras do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), as obras para a construção de habitação acessível e agora as obras para recuperar as infraestruturas destruídas pela tempestade. Num contexto de falta de mão e de empresas de construção disponíveis, o Presidente da ANMP admite que o Estado terá de ser ágil porque vai estar a concorrer com os privados.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
ANMP alerta que há prejuízos das tempestades que são “irreversíveis”
{{ noCommentsLabel }}