Endividamento da economia cai para 277,9% do PIB em 2025

Dívida das famílias, empresas e Estado aumentou em termos nominais mas rácio caiu para valor mais baixo desde que há registos à boleia do crescimento económico.

O endividamento da economia caiu em 2025 para 277,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o valor mais baixo desde que há registos, à boleia do bom desempenho económico do país, segundo o Banco de Portugal.

A dívida agregada das famílias, empresas e Estado até aumentou em termos nominais, crescendo 28,9 mil milhões de euros no ano passado para chegar aos 851,3 mil milhões em dezembro. Ainda assim, o bom desempenho da economia portuguesa levou o rácio do endividamento do setor não financeiro a cair 6,24 pontos percentuais em 2025. Foi o quarto ano em que o rácio caiu.

O PIB português cresceu 1,9% em 2025, abaixo das previsões do Governo, mas registando um dos melhores desempenho da Zona Euro.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal, o endividamento do setor público reduziu-se de 124,1% para 121,1% (-3 pontos percentuais), e o endividamento do setor privado (empresas e famílias) decresceu de 160,0% para 156,8% (3,2 pontos percentuais) do PIB.

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Em termos nominais, o endividamento do setor público subiu 11,7 mil milhões de euros relativamente a 2024, atingindo os 371 mil milhões no final do ano passado. “Este acréscimo verificou-se, sobretudo, junto de entidades não residentes (9,0 mil milhões de euros), decorrente do investimento destas entidades em títulos de dívida portuguesa (13,4 mil milhões de euros)”, explica o supervisor, notando que este aumento “foi parcialmente compensado pela diminuição dos empréstimos (4,0 mil milhões de euros), em resultado dos reembolsos efetuados ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (2,5 mil milhões de euros) e ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (1,5 mil milhões de euros)”.

No setor privado, o crescimento de 17,2 mil milhões deveu-se sobretudo ao “aumento do endividamento dos particulares junto do setor financeiro (12,5 mil milhões de euros), em grande parte por via do crédito à habitação”. As empresas privadas deviam 307,4 mil milhões e as famílias deviam 172,9 mil milhões no final do ano passado.

O Banco de Portugal detalha que comércio, transportes, alojamento e restauração e as indústrias, eletricidade, gás e água eram os setores de atividade económica com maior peso no endividamento das empresas privadas, correspondendo, em conjunto, a 54% do total.

O endividamento do setor não financeiro é um indicador que permite medir as responsabilidades financeiras das entidades do setor não financeiro perante todos os setores da economia e o exterior.

O supervisor explica que este indicador corresponde ao montante contratualmente acordado, pelo qual estas entidades terão de reembolsar os credores na data de vencimento, excluindo a componente de juros. Engloba os empréstimos obtidos, os títulos de dívida emitidos por estas entidades (dos quais se destacam as obrigações), as responsabilidades com créditos comerciais (dívidas por pagar a fornecedores de bens e serviços e adiantamentos de clientes) e ainda as responsabilidades com certificados de aforro e do Tesouro e outras responsabilidades da administração central.

(notícia atualizada às 11h33)

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