Inquérito da AIP conclui que mercado laboral é principal entrave à competitividade das empresas
Outros fatores apontados no inquérito incluem sistema fiscal (18%), conjuntura internacional (17%), carga administrativa (13%), custos energéticos (11%), digitalização (6%) e sistema judicial (4%).
As empresas nacionais que participaram no inquérito anual da Associação Industrial Portuguesa (AIP) apontaram o mercado laboral como “principal entrave à sua competitividade”, de acordo com um comunicado divulgado esta segunda-feira. “Entre os respondentes, 25% elegem a legislação laboral e a mão-de-obra como o principal fator que as impede de competir da melhor forma”.
Segundo a AIP, entre outros fatores apontados pelas empresas estão o sistema fiscal (18%) e a conjuntura internacional (17%), além da carga administrativa (13%), custos energéticos (11%), digitalização (6%) e sistema judicial (4%).
“Também no que diz respeito às exportações (53% das empresas inquiridas desenvolvem atividade exportadora), as empresas sinalizam o nível de procura externa como o fator mais crítico para a exportação, sendo assinalado por 60% como principal constrangimento”, indicou.
O nível de concorrência, a existência de parcerias e a logística e transportes são igualmente indicadas como relevantes para a sua atividade para 52%, 34% e 22% das empresas, respetivamente.
De acordo com os resultados do inquérito, em 2025, “mais de 65% das empresas afirmam ter mantido ou incrementado os seus níveis de investimento, com 7% a avançarem um aumento muito superior quando comparado com o ano anterior”, enquanto 22% das empresas indicaram menores investimentos e 3% muito menor.
Acerca da avaliação da situação financeira atual, a maioria (41%) das inquiridas considera que é normal, ou boa (29%), enquanto 16% a classificam como má e apenas 3% como muito má. Entre os inquiridos, 10% responderam que está muito boa.
Sobre o recurso a crédito bancário, 45% afirma recorrer de forma pontual a este tipo de financiamento, sendo que 26% o fazem de forma regular e 29% não recorrem aos bancos.
O inquérito à atividade empresarial em Portugal realizou-se no segundo semestre de 2025 e contou com 156 respostas validadas.
Este estudo é divulgado num dia em que a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, convocou a UGT e as quatro confederações empresariais para uma reunião no ministério para discutir as alterações à lei laboral, que têm sido alvo de muitas críticas por parte das centrais sindicais.
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