Número de desempregados inscritos ultrapassa os 310 mil

O desemprego registado recuou 11,1% em termos homólogos em janeiro, mas voltou a aumentar face a dezembro, com mais de 310 mil pessoas inscritas nos centros de emprego no arranque do ano.

O desemprego registado em Portugal caiu 11,1% em janeiro face ao mesmo mês do ano passado, mas voltou a subir em relação a dezembro, confirmando o padrão sazonal típico do início do ano, período em que terminam contratos temporários associados ao Natal e ao turismo. No final de janeiro, estavam inscritos nos centros de emprego 310.708 desempregados, mais 3,8% do que no mês anterior, segundo a informação mensal do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgada esta segunda-feira.

Já o número total de pedidos de emprego atingiu 449.423 pessoas, sendo quase sete em cada dez candidatos estavam efetivamente desempregados.

Apesar do aumento mensal, o balanço anual permanece positivo. O desemprego diminuiu em todas as regiões do país face a janeiro de 2025, com a maior redução registada na Madeira (-13,9%). “Para a diminuição do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2024, na variação absoluta, contribuíram os inscritos há menos de 12 meses (-29.381), os que procuram um novo emprego (-31.449) e os maiores de 25 anos (-28.922)“, de acordo com a mesma síntese estatística.

No Continente, o Norte continuou a concentrar o maior número absoluto de desempregados (115 mil), seguido da região de Lisboa e Vale do Tejo, com mais de 100 mil inscritos.

A maioria dos desempregados provém do setor dos serviços, responsável por 68,3% das situações de desemprego, com destaque para atividades administrativas e de apoio empresarial. A indústria e construção representam cerca de 19,8% e a agricultura 4,9%.

Entre os grupos profissionais, predominam: trabalhadores não qualificados (30,1%); trabalhadores dos serviços e vendedores (20,2%); especialistas das atividades intelectuais e científicas (10,5%).

Durante janeiro, inscreveram-se 53.398 novos desempregados, menos 13,2% do que há um ano, mas mais 28,2% do que em dezembro.

As ofertas de emprego recebidas duplicaram face ao mês anterior, totalizando 11.753 oportunidades, impulsionadas sobretudo por: serviços administrativos e de apoio, alojamento e restauração, comércio e construção. No final do mês, existiam ainda 11.451 ofertas por satisfazer, mais 3,5% do que um ano antes.

Os centros de emprego realizaram 6.883 colocações em janeiro, um aumento mensal significativo (+48,7%), mas ainda inferior ao registado no mesmo período de 2025 (-11,4%). A maioria das colocações ocorreu em profissões menos qualificadas, refletindo a estrutura do mercado laboral português e a forte procura por atividades de serviços e apoio operacional.

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