Parlamento Europeu volta a congelar votação do acordo comercial com EUA

Anúncio de novas tarifas por parte de Trump, em resposta à decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre ilegalidade das taxas aduaneiras anunciadas ao abrigo da IEEPA, trouxe nova vaga de incerteza.

Ainda não será desta que o acordo comercial alcançado entre a União Europeia e os EUA, no passado mês de julho, vai receber luz verde por parte dos eurodeputados europeus. Depois de a votação ter sido inicialmente adiada devido às ameaças de novas tarifas associadas à Gronelândia, o Parlamento Europeu tinha voltado a colocar a votação na agenda, mas face à ameaça de novas taxas por parte de Donald Trump, em resposta à decisão do Supremo Tribunal dos EUA sobre a legalidade das tarifas, voltou a adiar uma decisão.

O adiamento desta votação, que foi confirmado por duas fontes à agência Reuters e que, nas últimas semanas, foi adiado em diversas ocasiões, já era esperado após os desenvolvimentos do último fim de semana.

Depois de o Supremo Tribunal dos Estados Unidos ter considerado inválido o seu anterior programa de taxas aduaneiras à luz da Lei de Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA), Donald Trump anunciou este sábado que irá aumentar as tarifas temporárias sobre quase todas as importações dos EUA de 10% para 15%, o nível máximo permitido por lei.

Numa reação a estas declarações, a Comissão Europeia pediu aos Estados Unidos “total clareza” sobre as medidas tomadas depois da decisão do Supremo Tribunal do país, que invalidou a maioria das tarifas impostas pelo Presidente norte-americano.

“A Comissão Europeia solicita total clareza sobre as medidas que os Estados Unidos pretendem tomar após a recente decisão do Supremo Tribunal sobre a Lei de Poderes Económicos de Emergência Internacional (IEEPA)“, afirmou o executivo europeu num comunicado. A situação atual “não favorece a realização de um comércio e investimento transatlânticos justos, equilibrados e mutuamente benéficos, como acordado por ambas as partes“, indicou a Comissão Europeia.

O comité de comércio do Parlamento Europeu deveria votar o acordo assinado por Ursula von der Leyen e Donald Trump na Escócia, no verão passado, mas face à grande incerteza sobre o rumo das tarifas, o tema voltou a ser adiado.

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