Impresa pressiona CMVM a decidir sobre eventual OPA italiana até 11 de março

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Entrada dos italianos da MFE no capital da dona da Sic já só está dependente de uma decisão do regulador dos mercados. Sem uma resposta positiva, a operação cai.

A Impresa espera selar o acordo com a MFE até ao dia 11 de março. Já só falta uma decisão da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para a verificação de todas as condições para o aumento de capital de 17 milhões de euros por parte do grupo italiano. Sem uma resposta positiva, a operação cai.

Esta segunda-feira os obrigacionistas da Sic deram ‘luz verde’ à operação depois de terem deixado cair a exigência de reembolso antecipado das obrigações em consequência da transação com a MFE.

Ou seja, a realização do aumento de capital pela MFE e a celebração do acordo parassocial, está neste momento sujeita apenas à verificação de uma condição precedente: a confirmação pela CMVM de que o acordo de investimento e os atos nele previstos não impõem à MFE o dever de lançamento de oferta pública de aquisição sobre a totalidade das ações e de outros valores mobiliários emitidos pela Impresa que confiram direito à sua subscrição ou aquisição”, adianta a Impresa numa informação enviada esta terça-feira ao mercado.

A Impresa lembra ainda que foi convocada uma assembleia geral extraordinária de acionistas para o dia 10 de março para deliberar sobre a nomeação de três novos administradores indicados pela MFE e para reiterar as decisões tomadas na última assembleia geral – incluindo o aumento de capital – e que estão a ser disputadas por um acionista, tal como o ECO revelou.

“A Impresa manterá o mercado informado dos desenvolvimentos relevantes subsequentes, nomeadamente, da verificação das condições precedentes e da votação em assembleia extraordinária de acionistas, em estrito cumprimento das suas obrigações legais e regulamentares”, acrescenta o grupo de media liderado por Francisco Pinto Balsemão.

No âmbito deste negócio, a MFE passará a deter 32,934% da Impresa por via da subscrição das novas ações que serão emitidas no aumento de capital a um preço unitário de 21 cêntimos – acima da atual cotação de 20,6 cêntimos. Já a Impreger – dos herdeiros de Balsemão – verá a sua participação reduzida para 33,738%.

Para a família Balsemão, o cheque dos italianos é oxigénio vital para enfrentar uma situação financeira desafiante com que o grupo — com dívidas de 145 milhões de euros — vive desde há algum tempo. Já o grupo italiano, fundado pelo histórico Silvio Berlusconi, aposta em Portugal para continuar a expansão no mercado europeu, onde já conta com presença, além de Itália, em Espanha, Alemanha, Áustria e Suíça.

Entretanto, e já perto das 22h, o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão, enviou um novo comunicado aos media, no qual esclarece que a informação enviada à CMVM ao início da noite “teve apenas por objetivo informar o mercado, em cumprimento dos deveres de informação legalmente estabelecidos, do novo adiamento da long stop date previsto no Acordo de Investimento com a MFE, para 11 de março de 2026“.

Em momento algum o referido comunicado pretendeu pressionar a CMVM a tomar uma decisão. Como tal, a Impresa lamenta que estejam a ser feitas leituras que extravasam o objetivo pretendido e repudia essas leituras”, conclui o grupo.

(notícia atualizada às 22h25 com o novo comunicado da Impresa)

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