Ucrânia. Eslováquia espera retoma de entrega de petróleo russo na quinta-feira

  • Lusa
  • 24 Fevereiro 2026

Primeiro-ministro eslovaco suspendeu o fornecimento de eletricidade de emergência à Ucrânia e diz que só levanta a medida quando o trânsito de petróleo russo for restabelecido.

O Governo da Eslováquia anunciou esta terça-feira que a retoma das entregas de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, que atravessa o território ucraniano, está prevista para quinta-feira.

“A última data anunciada para a retoma das entregas foi adiada para 26 de fevereiro de 2026. Os motivos desse adiamento por parte da Ucrânia não foram especificados”, acrescentou o Ministério da Economia eslovaco, em comunicado, observando que as entregas estão paralisadas desde 27 de janeiro, quando o oleoduto foi danificado por ataques aéreos russos, de acordo com Kiev.

Na segunda-feira, o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, anunciou a suspensão do fornecimento de eletricidade de emergência à Ucrânia para denunciar a situação. “[A decisão] será levantada assim que o trânsito de petróleo para a Eslováquia for restabelecido. Caso contrário, adotaremos novas medidas recíprocas”, acrescentou.

Milhares de pessoas, indicaram meios de comunicação social eslovacos, concentraram-se esta tarde (hora local) no centro de Bratislava em apoio aos ucranianos, por ocasião do quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Os organizadores do protesto denunciaram igualmente a suspensão do fornecimento de eletricidade por Bratislava, embora a empresa pública ucraniana de eletricidade, Ukrenergo, tenha afirmado na segunda-feira à noite que esta decisão “não afetará a situação no sistema energético unificado da Ucrânia”.

“Vergonha” e “Basta de Fico”, gritou a multidão ao passar em frente à embaixada russa. Segunda-feira, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, próximo do Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a intenção de bloquear um empréstimo de 90.000 milhões de euros da UE à Ucrânia caso Kiev não restabeleça as entregas de petróleo russo através do Druzhba.

Orbán vetou igualmente novas sanções europeias contra a Rússia. Após o início da invasão russa da Ucrânia, em 2022, a UE impôs uma proibição à maioria das importações de petróleo provenientes da Rússia. Contudo, o oleoduto Druzhba (“amizade”, em russo) foi temporariamente isento, a fim de dar tempo aos países da Europa Central para encontrarem soluções alternativas, tendo a Hungria e a Eslováquia continuado a importar petróleo russo por essa via.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, desencadeando aquela que é considerada como a pior guerra na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). O conflito causou milhões de vítimas, entre mortos, feridos, refugiados e populações deslocadas, bem como a destruição de muitas cidades e infraestruturas da Ucrânia.

A Rússia exige concessões territoriais para acabar com a guerra, entre outras condições, recusadas pela Ucrânia, que tem contado com o apoio em armamento e ajuda financeira de diversos aliados ocidentais, com destaque para a UE. Os Estados Unidos têm estado a mediar negociações entre Moscovo e Kiev, mas sem resultados até agora.

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