Alta velocidade: Vila Franca de Xira exige novas medidas na quadruplicação da Linha do Norte
Com o prazo da consulta pública do EIA a terminar na sexta-feira, Câmara quer alterações entre Alverca e Castanheira do Ribatejo, incluindo um "comboio-metropolitano" e portagens a norte de Alverca.
Fazer um novo ponto de ligação de Castanheira do Ribatejo à Linha do Norte, deslocar a praça de portagens de Alverca para norte, isentando a A1 de Lisboa até Vila Franca de Xira, reforçar a rede viária, estudar o impacto da vibração provocada pelos comboios e assegurar que o centro do concelho e Lisboa ficam ligados por comboio com a regularidade de uma linha de metropolitano. Estas são algumas das reivindicações da autarquia liderada pelo socialista Fernando Ferreira, aprovadas na reunião de Câmara desta terça-feira e dirigidas à Infraestruturas de Portugal (IP).
Após as três horas da sessão pública de esclarecimento, no âmbito da consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), que termina na próxima sexta-feira, referente à quadruplicação da Linha do Norte, a autarquia emitiu um comunicado em que aponta várias exigências para salvaguarda de património, cidadãos, ambiente e mobilidade.
Segundo o Executivo, do projeto de modernização da Linha do Norte, com comboios em alta velocidade, “decorre a inevitável urgência de intervenção no troço entre Castanheira do Ribatejo e Alverca”, exigindo-se “melhoria do serviço metropolitano e suburbano, com mais horários, mais circulações e composições mais modernas e confortáveis”. Um objetivo que já no final de 2024 tinha sido avançado pelo presidente da autarquia, em entrevista ao ECO/Local Online. Já então, Fernando Ferreira dava nota de um compromisso assumido pela CP para criar um modelo de serviço público ferroviário entre Vila Franca de Xira e Lisboa com similitude ao metropolitano de superfície.
Da IP, o município exige a realização de estudos de ruído e da trepidação provocada no edificado, a “periodicidade e rapidez de um verdadeiro metropolitano” nas ligações suburbanas através da Linha do Norte, a harmonização das barreiras acústicas com o tecido urbano (destacando-se aqui o impacto do alargamento da via para quatro linhas) e a conclusão do projeto do segundo nó da A1 em Vila Franca de Xira.
Entre as muitas reivindicações está também a avaliação pela IP da possibilidade de reabertura do apeadeiro na zona sul da cidade, a recuperação no projeto de alargamento da Linha do Norte de uma passagem subterrânea para o cais ribeirinho, a indicação do número de lugares de estacionamento a criar (incluindo no novo terminal rodoferroviário) e a realização de obras na EN10, incluindo uma rotunda junto à Cimianto.
A Câmara manifesta disponibilidade para integrar um grupo de acompanhamento a criar pela IP e indica que começará por anexar a sua tomada de posição à consulta pública que termina na próxima sexta-feira.
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