BCP vai distribuir 90% dos lucros pelos acionistas

Banco vai distribuir cerca de 500 milhões de euros em dividendos. O programa de recompra de ações será reforçado com 400 milhões e já enviou pedido às autoridades.

O BCP BCP 1,87% vai distribuir 90% do lucro de 1,02 mil milhões de euros pelos acionistas. Isto significa que vai atribuir um dividendo na ordem dos 500 milhões de euros, correspondendo a um payout de 50%. Mas vai reforçar o programa de recompra de ações.

O banco liderado por Miguel Maya pediu às autoridades para avançar com um programa de recompra de ações de 40% do resultado – acima dos 25% que previa o plano anunciado em 2024. Se tiver autorização, são 400 milhões de euros destinados à aquisição de títulos.

Isto acontece depois de o BCP ter apresentado “o melhor resultado de sempre” no ano passado, de mais de mil milhões de euros, anunciou o CEO do banco, Miguel Maya. O BCP resistiu à descida das taxas de juro e o negócio na Polónia já começa a dar contributo relevante para os lucros do grupo à medida que o Bank Millennium vai resolvendo o problema relacionado com os créditos em francos suíços.

A proposta para a distribuição dos resultados será submetida à assembleia geral de acionistas, que terá lugar no início de maio. Miguel Maya explicou em conferência de imprensa que o reforço da política de dividendos se deve à robustez dos resultados gerados pelo banco no ano passado. Os maiores acionistas do BCP são a Fosun e a Sonangol, com 20,03% e 19,49%, respetivamente.

O BCP foi das ações que mais valorizou na bolsa de Lisboa no ano passado, praticamente duplicando de valor. Este ano acumula uma valorização de 2% e está perto de superar a fasquia de 1 euros – ou seja, prestes a deixar de ser considerada uma penny stock. O banco está avaliado em 13,4 mil milhões de euros a preços de mercado.

“Chegámos a valer mil milhões de euros, hoje valemos mais de 13 mil milhões. Não nos esquecemos disso. Não nos esquecemos dos apoios que tivemos de pedir aos acionistas”, lembrou o chairman, Nuno Amado.

Miguel Maya considerou que a valorização da ação corresponde à evolução da qualidade do banco e à capacidade de atrair mais acionistas. Disse ainda que o banco planeia crescer de forma orgânica. “Não temos nenhuma perspetiva de fazer aquisições de operações, mas é nossa obrigação estar sempre a olhar para o tema”, referiu o gestor, sublinhado que a sua preocupação é remunerar adequadamente os acionistas.

Relativamente às operações que tem em Angola e França, onde detém participações de 20%, Miguel Maya diz que o banco irá equacionar o que vai fazer em relação esses mercados.

(notícia atualizada às 18h38)

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